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    Rússia mantém convite à delegação do Hamas para ir a Moscou, ainda que sob fortes críticas de Israel

    Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a delegação do Hamas se reuniu com representantes do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, mas não com o presidente Vladimir Putin

    Vladimir Putin durante conferência em Moscou
    Vladimir Putin durante conferência em Moscou 27/9/2023 Sputnik/Mikhail Metzel/Pool via REUTERS

    Da Reuters

    A Rússia defendeu nesta sexta-feira (27) sua decisão de convidar uma delegação do Hamas para ir a Moscou, sob fortes críticas israelenses, dizendo que é necessário manter contatos com todos os lados do conflito.

    Israel, que prometeu exterminar o Hamas em retaliação ao ataque de 7 de outubro que matou 1.400 pessoas, descreveu a decisão como “deplorável” e pediu a Moscou que expulsasse a delegação.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a delegação do Hamas se reuniu com representantes do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, mas não com o presidente Vladimir Putin ou com autoridades do Kremlin.

    “Consideramos necessário continuar nossos contatos com todas as partes e, é claro, continuaremos nosso diálogo com Israel”, afirmou ele aos repórteres.

    A Rússia tem laços com todos os principais atores do Oriente Médio, incluindo Israel, Irã, Síria, Hamas e a Autoridade Palestina, apoiada pelo Ocidente, que exerce um governo autônomo limitado sob a ocupação militar israelense na Cisjordânia.

    A Rússia tem culpado repetidamente um fracasso da diplomacia dos EUA pela crise.

    A embaixada da Rússia em Israel emitiu uma declaração na qual reiterou o apelo de Moscou por um cessar-fogo imediato, a libertação de todos os reféns mantidos pelo Hamas e a entrega de ajuda humanitária à população de Gaza, que Israel está bombardeando fortemente antes de uma invasão terrestre prevista. As autoridades de Gaza afirmam que mais de 7.000 palestinos foram mortos.

    De acordo com o jornal russo Kommersant, um membro da delegação do Hamas em Moscou, Abu Hamid, disse que o grupo não poderia libertar nenhum refém até que um cessar-fogo fosse acordado.

    Peskov descartou qualquer risco de a Rússia ser arrastada para o conflito depois que caças norte-americanos atacaram, na sexta-feira, instalações de armas e munições na Síria, em retaliação aos ataques contra as forças norte-americanas por milícias apoiadas pelo Irã.

    Mas ele acrescentou que os ataques dos EUA aumentariam ainda mais as tensões na região. “Isso é muito ruim”, disse ele.