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    Rússia pretende consolidar posições concentrando tropas em Donbass, diz professor

    Pelo menos 50 pessoas morreram e cem ficaram feridas em um ataque a estação ferroviária de Kramatorsk, no leste ucraniano

    Douglas PortoLudmila Candalda CNN

    em São Paulo

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    O professor de Relações Internacionais da ESPM Leonardo Trevisan declarou, nesta sexta-feira (8), em entrevista à CNN, que a Rússia pretende consolidar posições concentrando suas tropas nas regiões de Luhansk e Donetsk, no Donbass.

    “A Rússia está deixando toda a região norte e nordeste da Ucrânia, região onde ela está mais próxima a Kiev, exatamente para não multiplicar esforços. E ela está concentrando e trazendo todas as suas tropas para esta região de Kiev, como foi mostrado no mapa, [para] mais próximo da fronteira, onde está concentrado no Luhansk e Donetsk, a área do Donbass”, afirma Trevisan.

    Pelo menos 50 pessoas morreram e cem ficaram feridas em um ataque a estação ferroviária no leste da Ucrânia, na cidade de Kramatorsk, nesta sexta-feira, enquanto civis tentavam fugir para partes mais seguras do país, informou uma nota da polícia local.

    Enquanto autoridades locais acusam o exército russo do ataque, separatistas da República Popular de Donetsk (DPR) acusam as forças ucranianas do ataque a civis, citando os destroços do foguete Tochka-U no local como evidência. “Este sistema de mísseis soviético obsoleto não está em serviço com o DPR, LPR e a Federação Russa, sendo usado ativamente por militares ucranianos.”

     

    Segundo Trevisan, a "Rússia está pretendendo consolidar posições. Um ataque de Kramatorsk é ela acontece num momento em que a Rússia já pedia que os civis de Donetsk saíssem da cidade."

    "Por isso é muito provável que nós tenhamos uma guerra entre a versão ucraniana e a versão russa sobre esse ataque. A Rússia pedia que saísse por uma razão muito concreta. A Rússia domina 60% de Donetsk. Ela quer dominar completamente Donetsk e por isso trouxe do norte para fechar todo aquele corredor que vem desde o Kharkiv até Odessa", continua.

    O docente explica que isso seria feito para cortar o país em dois, assim chegando nas negociações de cessar-fogo com um fato já consumado: uma parte do território ucraniano estaria sobre o controle russo.

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reconheceu em 21 de fevereiro, três dias antes do início da guerra, a independência das áreas separatistas de Donetsk e Luhansk.

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