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    Taiwan detecta aeronaves e navios chineses em possível “simulação de ataque”

    Ministério de Defesa da ilha informou que parte das tropas da China cruzou a sensível linha mediana do Estreito de Taiwan

    Aeronave do Exército de Libertação Popular da China sobrevoa o ponto panorâmico de 68 milhas náuticas, um dos pontos mais próximos da China continental à ilha de Taiwan, na ilha de Pingtan, em 5 de agosto de 2022
    Aeronave do Exército de Libertação Popular da China sobrevoa o ponto panorâmico de 68 milhas náuticas, um dos pontos mais próximos da China continental à ilha de Taiwan, na ilha de Pingtan, em 5 de agosto de 2022 Reuters

    Eric CheungJessie Yeungda CNN

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    Taiwan detectou “várias” aeronaves e embarcações navais chinesas participando de exercícios militares ao redor do Estreito de Taiwan neste sábado (6), no que poderia ser um possível ataque simulado contra a ilha.

    O Ministério de Defesa da ilha disse que algumas das aeronaves e navios da China cruzaram a sensível linha mediana do Estreito de Taiwan que separa a ilha do continente chinês.

    “Nossos militares transmitiram alertas, enviaram patrulha aérea de combate e embarcações navais e ativaram sistemas de mísseis terrestres em resposta à situação”, disse a pasta.

    A declaração não especificou exatamente quantas aeronaves e embarcações chinesas foram detectadas. Os militares chineses ainda não emitiram uma declaração sobre o objetivo dos exercícios mais recentes.

    A atividade de sábado segue uma série de exercícios militares que a China tem realizado na região desde quinta-feira (4), após a controversa visita da presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan no início da semana.

    O Partido Comunista Chinês vê a ilha como parte de seu território e há muito promete “reunificar” Taiwan com o continente chinês – pela força, se necessário.

    Pelosi ignorou a furiosa oposição à sua visita ao desembarcar em Taipé na terça-feira (2) como parte de uma turnê pela Ásia que encerrou na sexta-feira (5) com uma última parada no Japão.

    Mas as ramificações completas de sua visita só agora estão surgindo, com a China aumentando os exercícios militares nos céus e águas ao redor de Taiwan e interrompendo a cooperação com os EUA em várias questões.

    Na sexta-feira, 68 aviões de guerra chineses foram relatados no Estreito de Taiwan, segundo o Ministério da Defesa. Desses, 49 entraram na zona de identificação de defesa aérea da ilha. O número ficou um pouco abaixo do recorde estabelecido no ano passado, quando 56 aviões de guerra chineses entraram no ADIZ no mesmo dia.

    Comando Oriental da China dispara mísseis em direção às aguás próximas a Taiwan durante exercícios militares na quinta-feira (4) / Comando Oriental da China/via Reuters

    Na quinta-feira, a China lançou 11 mísseis balísticos – alguns dos quais sobrevoaram a ilha de Taiwan e pousaram na Zona Econômica Exclusiva do Japão, levando Tóquio a apresentar uma queixa formal a Pequim. Essa foi a primeira vez que a China disparou projéteis sobre a ilha.

    Os exercícios estão programados para durar até o próximo domingo (7), de acordo com a mídia estatal chinesa.

    Consequências diplomáticas

    A deterioração da situação no Estreito de Taiwan causou uma tempestade diplomática, com a China atacando países que criticaram seus exercícios e algumas potências regionais pedindo a redução da escalada.

    As tensões aumentaram na reunião de ministros das Relações Exteriores da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) no Camboja nesta semana, onde os membros esperavam discutir três tópicos principais: a crise de Mianmar, o Mar do Sul da China e a guerra na Ucrânia.

    Mas a visita de Pelosi a Taiwan acrescentou “uma quarta questão… que levou a discussões acaloradas sobre as relações através do Estreito”, disse o ministro das Relações Exteriores do Camboja, Prak Sokhonn, em entrevista coletiva no sábado.

    O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, participaram da reunião da Asean na quinta-feira, Wang criticou a visita de Pelosi por demonstrar a “falência” da política e credibilidade dos EUA, chamando-a de “comportamento maníaco, irresponsável e altamente irracional”.

    Um dia depois, Blinken disse que a China “escolheu exagerar e usar a visita de Pelosi como pretexto para aumentar a atividade militar provocativa dentro e ao redor do Estreito de Taiwan”.

    O Japão e outras economias do G7 instaram a China a interromper seus exercícios militares e manter o status quo na região.

    Presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, com o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, antes de encontro em Tóquio, Japão / 05/08/2022 Foto divulgado por Kyodo. Crédito a Kyodo via REUTERS

    Pequim não atendeu a esses apelos. Em vez disso, respondeu cancelando futuras ligações telefônicas entre líderes de defesa chineses e americanos e reuniões navais anuais entre os dois países.

    Na sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China anunciou uma série de medidas contra os EUA, incluindo sanções contra Pelosi e sua família.

    A China também suspendeu as negociações bilaterais sobre o clima e engavetou a cooperação em questões como a repatriação de imigrantes ilegais e a investigação de crimes transnacionais e operações de drogas.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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