“Tapete” de peixes mortos é encontrado no oceano Atlântico próximo à França

Segundo ONG, mais de 100 mil peixes mortos foram despejados no Oceano Atlântico pela embarcação holandesa FV Margiris

Tassilo HummelManuel Ausloosda Reuters

Em Paris

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A embarcação holandesa FV Margiris, a segunda maior embarcação de pesca do mundo, derramou mais de 100 mil peixes mortos no Oceano Atlântico ao largo da França, formando um tapete flutuante de carcaças que foram avistados por ativistas ambientais.

O derrame, ocorrido no início da quinta-feira (3), foi causado por uma ruptura na rede do arrastão, disse o grupo da indústria pesqueira PFA, que representa o proprietário da embarcação. Em um comunicado, o grupo chamou o vazamento de “ocorrência muito rara”. Um grupo ambientalista contestou dizendo que era uma descarga ilegal de mais de 100 mil peixes indesejados.

O braço francês do grupo de campanha Sea Shepherd publicou pela primeira vez imagens do vazamento, mostrando a superfície do oceano coberta por uma densa camada de verdinho, uma subespécie de bacalhau, usada para produzir em massa peixe, óleo de peixe e farinha.

A Sea Shepherd France disse que não acredita que o incidente tenha sido acidental, mas sim uma tentativa da traineira de descarregar um tipo de peixe que não queria processar, uma prática conhecida como descarga de capturas acessórias que é proibida pelas regras de pesca da UE.

Lamya Essemlali, chefe do grupo de campanha na França, disse à Reuters que acredita que os peixes foram deliberadamente descartados. A Sea Shepherd France disse que o vazamento afetou mais de 100 mil peixes.

A ministra do Mar da França, Annick Girardin, chamou as imagens dos peixes mortos de “chocantes” e disse que pediu à autoridade nacional de vigilância pesqueira do país que iniciasse uma investigação sobre o acidente.

Arrastões como os Margiris usam redes de arrasto com mais de um quilômetro de comprimento e processam o peixe em fábricas a bordo, uma prática fortemente criticada por ambientalistas.

Após protestos de ativistas, o Margiris foi forçado a deixar as águas australianas em 2012.

Dados de tráfego do marinetraffic.com na sexta-feira mostraram que o navio, que é de propriedade da empresa holandesa Parlevilleet & Van der Plas e navega sob a bandeira da Lituânia, ainda estava envolvido em atividades de pesca na costa da França.

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