Trump tem agenda paralela em dia de cerimônias para vítimas do 11 de Setembro

Trump lamentou não ter sido lembrado em evento com presidentes no Memorial Nacional do 11 de Setembro

Ex-presidente Donald Trump durante evento com policiais e bombeiros em Nova York
Ex-presidente Donald Trump durante evento com policiais e bombeiros em Nova York Reprodução/Reuters

Douglas Portoda CNN

em São Paulo

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O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump participou de eventos alternativos no dia em que foram realizadas cerimônias em homenagem às vítimas dos ataques de 11 de Setembro.

O presidente Joe Biden, a primeira-dama Jill Biden e os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton, se juntaram para prestar homenagens no Memorial Nacional do 11 de Setembro.

George W. Bush não esteve em Nova York e participou de cerimônias na Pensilvânia –assim como a vice-presidente Kamala Harris.

Trump, por sua vez, esteve em um encontro com policiais e bombeiros de Nova York, onde agradeceu o papel desempenhado pelos profissionais na tragédia.

Ao ser questionado por um policial, lamentou que não foi lembrado no evento de presidentes no Memorial.

“Nós tivemos uma grande cerimônia no jardim da Casa Branca para as famílias que morreram no World Trade Center. Ninguém falou no meu nome na cerimônia de hoje, mas tudo bem”, expressou Trump.

Ele continuou dizendo que a data era “muito triste por vários motivos” e que “acabamos de acrescentar mais um motivo na semana passada”, se referindo a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão.

Segundo o ex-presidente, não há como comparar as ações de seus governo e as de Biden. Citou que conversou com o chefe do Talibã, Mullah Abdul Ghani Baradar, e com a medida, disse que “nós não perdemos nenhum soldado no Afeganistão por 16 meses por minha causa”.

Trump, durante campanha presidencial em 2016, havia prometido trazer os soldados norte-americanos para casa.

Em um acordo firmado por seu governo, em fevereiro de 2020, fez o caminho para a retirada total dos Estados Unidos em troca de garantias do Talibã de que reduziria a violência e cortaria os laços com grupos terroristas.

O prazo seria maio de 2021 e ficou a cargo de seu sucessor, Biden, de cumprir a promessa.

CNN Brasil apresentou uma programação especial neste sábado, 11/09, em transmissão simultânea com a CNN americana e com correspondentes espalhados pelos Estados Unidos, em homenagem às vítimas do atentado que completa 20 anos. Confira:

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