Ucrânia exige investigação do Tribunal de Haia sobre civis mortos em Bucha

Rússia afirma que imagens são falsas e acusa governo ucraniano de "provocação"

Danos de áreas de conflito na cidade de Bucha, na Ucrânia, em 03 de abril de 2022
Danos de áreas de conflito na cidade de Bucha, na Ucrânia, em 03 de abril de 2022 Anadolu Agency/Getty Images

Angus Watsonda CNN

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O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu ao Tribunal Penal Internacional, em Haia (Holanda), que investigue o aparente assassinato de civis em Bucha, a noroeste de Kiev.

Em entrevista a uma rádio britânica, Kuleba disse: “Aproveito esta oportunidade para pedir ao Tribunal Penal Internacional e às organizações internacionais que enviem suas missões a Bucha e outras cidades libertadas, em cooperação com as agências policiais ucranianas, para coletar todas as evidências desses crimes de guerra”.

Kuleba acusou as tropas russas de matar civis “por raiva” enquanto ocupavam e depois se retiravam de Bucha.

Imagens chocantes divulgadas no domingo (3) mostraram pelo menos 20 corpos de civis espalhados pelas ruas de Bucha após a retirada das forças russas da área. Uma vala comum também foi descoberta na cidade.

Uma equipe da CNN viu pelo menos uma dúzia de corpos em sacos empilhados dentro da vala, com o prefeito de Bucha dizendo existir a possibilidade de até 300 vítimas enterradas no local.

Líderes da União Europeia e da Otan foram rápidos em denunciar as mortes de civis, com alguns pedindo investigações por crimes de guerra e novas sanções em resposta. A Rússia descartou fotos dos mortos como falsas.

Rússia acusa Ucrânia de “provocação”

O investigador-chefe da Rússia ordenou nesta segunda-feira (4) uma análise oficial do que chamou de “provocação” ucraniana depois que Kiev acusou os militares russos de massacrar civis na cidade de Bucha.

Alexander Bastrykin, chefe do Comitê de Investigação da Rússia, ordenou que uma investigação fosse aberta com base no fato de que a Ucrânia havia espalhado “informações deliberadamente falsas” sobre as forças armadas russas, disse o comitê em comunicado.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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