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    Ucranianos vindos da guerra se estabelecem no Brasil e já têm planos no país

    Entidades de acolhimento planejam a inclusão dos refugiados no mercado de trabalho em um ano

    Rayane RochaThayana Araújoda CNN

    no Rio de Janeiro

    As entidades brasileiras de acolhimento a refugiados vindos da Ucrânia já planejam a estadia dos estrangeiros no país por pelo menos um ano. A equipe se reúne esta semana para definir o futuro deles em território nacional.

    A líder da Associação Batista de Ação Social (ABASC), Martha Zimmerman, informou à CNN que o objetivo é garantir o sustento dessas pessoas com o auxílio de doações.

    Depois do período de adaptação, a ideia é que os cidadãos sejam inseridos no mercado de trabalho. A ABASC é uma das organizações responsáveis pelo acolhimento dos ucranianos no Brasil.

    Até o momento, há 29 pessoas sob os cuidados da Primeira Igreja Batista de Curitiba, no Paraná. Outros 50 estão previstos para desembarcar ainda esta semana. A sede integra a Global Kingdom Partnership Network (Rede de Parceria do Reino Global), que reúne igrejas de diversos países. A GKPN está responsável por trazer as famílias do leste europeu.

    Os primeiros refugiados desembarcaram em solo brasileiro na última sexta-feira (18) e foram alocados na capital paranaense. Durante o final de semana, eles foram recepcionados com culto, atendimento médico, passeio turístico, atividades de lazer e até massagens.

    A maior preocupação das entidades religiosas era com o estado psicológico que as famílias ucranianas chegariam após presenciarem bombardeios e abandono de suas casas.

    O grupo recebeu roupas novas, kits de higiene, cama e banho, medicamentos e chocolates. Os mais novos ganharam brinquedos e participaram de uma tarde de brincadeiras com outras crianças brasileiras. A maior parte dos estrangeiros é composta por mulheres e crianças.

    Neste domingo (20), os ucranianos foram transferidos para Guarapuava, localizada a pouco mais de 250 quilômetros de Curitiba. O próximo destino é a cidade de Prudentópolis – município que comporta a maior comunidade de imigrantes e descendentes de ucranianos no país.

    Nova leva de refugiados

    No próximo sábado (26), mais 50 ucranianos chegam ao Brasil. O desembarque deve acontecer em um dos aeroportos do Rio de Janeiro ou de São Paulo.

    De acordo com o pastor presbiteriano Elias Dantas, o desembarque depende da disponibilidade de malha aérea internacional. À frente da GKPN, o coordenador do projeto é quem está organizando os detalhes da viagem.

    Assim como o primeiro grupo, os refugiados devem seguir para o Paraná logo em seguida. A previsão é que a chegada aconteça durante o período da manhã e, já no dia seguinte, seja realizada a transferência para Guarapuava.

    Dantas destaca que, com a ajuda dos fiéis, tem sido possível recuperar a dignidade dos refugiados em decorrência do conflito com a Rússia. “Alguns vão ficar em Curitiba, outros vão para o interior. São pessoas maravilhosas, povo bom, maravilhoso e sofrido. Quando tudo tiver passado, reuniremos as famílias trazendo os maridos”, afirma.