Veículos de imprensa tentam retirar jornalistas do Afeganistão

Repórteres, intérpretes e tradutores estão entre equipes locais que jornais e redes de TV estão tentando evacuar do país após conquista do Talibã

Correspondente da CNN Internacional Clarissa Ward durante cobertura em Cabul
Correspondente da CNN Internacional Clarissa Ward durante cobertura em Cabul Brent Swails/CNN via AP

Alexis Benvenistda CNN

Nova York

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Diversas publicações e canais de mídia dos Estados Unidos e de outros países, como a CNN e o jornal The Washington Post, estão trabalhando contra o tempo para garantir a segurança de suas equipes no Afeganistão depois que o Talibã assumiu o controle do país.

O jornal The Wall Street Journal informou que “evacuou com sucesso seus últimos colaboradores de Cabul no sábado, após uma semana de tentativas que incluíram ataques contra alguns deles”.

O Washington Post e o New York Times também ajudaram dezenas de funcionários a deixarem o país no início da semana, entre intérpretes, guias e jornalistas locais. Os três jornais pediram ajuda publicamente ao governo de Joe Biden logo nos primeiros dias após a queda de Cabul nas mãos do Talibã.

“Equipes de Cabul a Doha, de Londres a Washington, têm se esforçado para tirar esses colegas do Afeganistão”, disse neste neste domingo (22) o jornalista Brian Stelter, âncora do programa “Reliable Sources” (“Fontes confiáveis”) da CNN nos Estados Unidos.

Stelter contou que a CNN discretamente ajudou dez colegas afegãos a deixar o país nos últimos dias. “Muitas outras redações estão fazendo mesma coisa”, disse o apresentador.

A rede de notícias Fox News também disse neste domingo que retirou vários associados afegãos do país, bem como suas famílias. São colaboradores que ajudavam na cobertura de guerra do canal na região.

A principal correspondente internacional da CNN, Clarissa Ward, deixou Cabul recentemente depois de passar três semanas no país trabalhando 19 horas por dia.

“Certamente foi uma dos eventos mais intensos que já cobri”, disse Ward ao programa de Stelter durante uma entrevista feita de sua casa, na França. Ela contou que o tradutor afegão que acompanhou sua equipe também embarcou no avião para Doha, no Catar.

“Não consigo nem explicar o alívio que foi poder ter certeza de que ele entrou naquele avião e está podendo começar uma vida nova”, disse ela. “Foi um choque para ele. Ele estava à beira das lágrimas, e nós ficamos ao lado dele tentando consolá-lo e dizendo que tudo ia ficar bem. Graças a Deus ele entrou naquele avião.”

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