Venezuela sai da Bélgica satisfeita com possibilidade de retirada de sanções europeias, dizem fontes
Pessoas que acompanharam a reunião sobre a Venezuela com o governo francês afirmam que o encontro demonstrou mudança de paradigma dos europeus sobre venezuelanos

Fontes do governo brasileiro afirmam que a reunião proposta pelo governo francês sobre a Venezuela na cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia deixou os venezuelanos satisfeitos e pode representar uma mudança de paradigma na visão dos europeus sobre o país sul-americano.
Pessoas que acompanharam a reunião afirmaram que o presidente francês Emmanuel Macron disse a Lula que entende que, sem a retirada de sanções econômicas impostas pelos europeus, não haverá avanços em termos democráticos no país.
VÍDEO - Análise: O papel do Brasil na busca por democracia na Venezuela
Em conversa com jornalistas nesta terça-feira (18), Emmanuel Macron afirmou que a negociação tem que acontecer dos dois lados. Se os venezuelanos evoluírem na questão democrática, os europeus podem começar a retirar sanções.
O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, também disse nesta terça-feira (18), após encontro dos líderes progressistas, que é importante saber como "avançar de vez para o levantamento progressivo das sanções [à Venezuela] e normalizar o processo, libertando os presos políticos e fazendo com que todos os líderes possam apresentar-se às eleições".
O encontro realizado na segunda-feira (17), à margem da cúpula de líderes da UE e da Celac, teve a presença dos presidentes da Argentina, Alberto Fernández, do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Colômbia, Gustavo Petro, e da França, Emannuel Macron.
A reunião foi convocada por Macron e inicialmente não previa a participação de representantes venezuelanos. Mas ao final do dia, tanto a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez - que representa o presidente Nicolás Maduro -, quanto o negociador da oposição, Gerardo Blyde, confirmaram presença.


