Rio de Janeiro e Ceará ultrapassam China em casos confirmados da Covid-19


Giovanna Bronze e Guilherme Venaglia, da CNN em São Paulo
17 de junho de 2020 às 18:27
O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, iluminado com uma máscara sobre o rosto

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, iluminado com uma máscara sobre o rosto e a inscrição "Usar máscara salva" sobre o peito

Foto: Pilar Olivares/Reuters (3.mai.2020)

Os estados do Rio de Janeiro e do Ceará divulgaram novos números da pandemia do coronavírus na tarde desta quarta-feira (17) que os colocam, separadamente, acima em quantidade de casos da Covid-19 do que a China, epicentro original do vírus no mundo. 

O governo fluminense confirmou 3.620 novos casos da doença em seu boletim desta quarta, elevando o total para 86.963. Já o Ceará confirmou 3.678 casos, o que elevou o total no estado para 84.967. Segundo a Universidade Johns Hopkins, a China hoje possui 84.434 casos da doença.

O primeiro estado a ultrapassar os chineses em contaminados pelo coronavírus foi São Paulo, que, de acordo com seu balanço mais recente, hoje possui 191.517 casos confirmados da doença. Se fosse um país, SP seria o 12º com o maior número de casos. Rio de Janeiro ou Ceará entrariam na 18ª posição.

O estado de São Paulo registrou 389 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o número total de mortes para 11.521. Este é o segundo dia consecutivo em que o estado bate recorde de mortes diárias. Os dados foram divulgados durante a coletiva de imprensa nesta quarta-feira (17).

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OMS

O diretor executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, foi questionado em entrevista coletiva nesta quarta-feira (17) sobre se a pandemia de Covid-19 pode ter estabilizado no Brasil. Segundo ele, o quadro "ainda é muito severo" no país.

"Certamente, o aumento do número de casos não está tão exponencial quanto antes. Há alguns sinais de estabilização", afirmou.

Ryan advertiu, porém, que ocorreram momentos similares em outras nações. "Já vimos isso acontecer antes. Pode haver sinais de estabilização por uns dias e a doença voltar a decolar", ressaltou, dizendo que o Brasil vive agora um momento de "extrema cautela".