Ricardo Salles: Há esforço do governo federal em controlar queimadas no Pantanal


Da CNN, em São Paulo
15 de setembro de 2020 às 15:08 | Atualizado 15 de setembro de 2020 às 15:16

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou à CNN nesta terça-feira (15) que há um esforço do governo federal, determinado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para dar suporte ao controle das queimadas no Pantanal. "Há todo um esforço do governo federal, determinado pelo presidente Bolsonaro, no sentido de dar suporte para controlar as queimadas, cuidar dos animais que estão sofrendo e também ajudar os estados", disse.

"É um esforço de todos para controlar esse problema das queimadas que ocorre no Pantanal, em outros locais do Brasil e também na Califórnia", disse. “Trabalha uma união de todos. As entidades, voluntários, brigadistas, aeronaves, Forças Armadas, os recursos da Defesa Civil, e há toda uma equipe e recursos do governo federal, que contam com os estados, os voluntários e entidades”.

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Ricardo Salles

O ministro Ricardo Salles em entrevista à CNN

Foto: Reprodução/CNN

O ministro falou sobre as medidas que o governo federal já colocou em prática para combater as queimadas que estão devastando a região. “O governo federal, da parte do Ministério do Meio Ambiente, colocou no Pantanal do Mato Grosso, cinco aeronaves Air Tractor, aquelas que despejam água, 80 viaturas e 400 brigadistas. Eu mesmo fui acompanhar as operações há duas semanas e pudemos ver a dimensão da queimada”, contou. “Agora, o fogo se torna intenso no Mato Grosso do Sul. Então, também lá, já há mais duas aeronaves desse modelo, brigadistas e viaturas".

O governo federal vai anunciar R$ 3,8 milhões ao Mato Grosso do Sul para o combate às queimadas no Pantanal. A informação foi divulgada pelo ministro do Ministério do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, à colunista Renata Agostini, da CNN, nesta terça.

Até o dia 13 de setembro, o Pantanal acumulou 14.764 pontos de queimadas registrados. O total de 2020, até o momento, é a maior taxa histórica registrada no bioma, superando o contabilizado ao longo dos anos desde 1998. As informações sobre as queimadas e pontos de incêndio são detectadas pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e foram atualizados até essa segunda-feira (14).

(Edição: Leonardo Lellis)