Pazuello sobre vacinas: China diz que não há entrave político, e sim burocrático

Ministério da Saúde tenta agilizar a chegada do material necessário para a produção de vacinas contra o coronavírus pelo Butantan e pela Fiocruz

Bia Gurgel, da CNN, de Brasília
21 de janeiro de 2021 às 12:42 | Atualizado 21 de janeiro de 2021 às 13:40

 

O Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que se reuniu por duas vezes com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, nessa quarta-feira (20), para tratar sobre vacinas contra a Covid-19. "Estamos em negociação diplomática com a China", disse.

"[O embaixador] colocou pra mim que não há nenhuma discussão política ou diplomática no assunto, e sim burocrática. Ele vai encontrar onde está esse entrave e vai ajudar a destravar", explicou Pazuello. As declarações foram dadas durante o evento de lançamento do programa ImunizaSUS, na manhã desta quinta-feira (21).

 

Chegada do quinto lote da Coronavac ao aeroporto de Guarulhos
Chegada do quinto lote da Coronavac ao aeroporto de Guarulhos
Foto: Divulgação - 28.dez.2020 / Governo de São Paulo


 O ministro disse ainda que a previsão de entrega de insumos para o Butantan, prevista em contrato, é para o dia 10 de fevereiro. E para a Fiocruz, até dia 31 de janeiro. Segundo ele, o ministério se empenha em antecipar essas entregas. "Ainda não está atrasada, mas nós estamos nos antecipando ao problema.

Eu não posso acionar ainda, contratualmente, a empresa que nós fizemos a encomenda da tecnologia. Eu só posso acioná-la, e acionarei, no primeiro dia de atraso", disse.

Vacinas da Índia

Sobre a vinda para o Brasil das 2 milhões de vacinas de Oxford, produzidas na Índia pelo Instituto Serum, Pazuello disse que a previsão é que decolem para o Brasil "nos próximos dias". Mas, segundo ele, a data não está definida. "Nós queremos, nós contratamos, nós fizemos o empenho. Temos os documentos de importação e exportação. Nesse caso, a liberação do Ministério da Saúde indiano que está sendo discutida", explicou.