Em SP, Vigilância Sanitária faz operação em festa clandestina com 500 jovens

Operações conjuntas entre agentes públicos e forças de segurança foram realizadas na madruga deste sábado (13) na capital paulista

Weslley Galzo, da CNN. em São Paulo
13 de março de 2021 às 12:58 | Atualizado 13 de março de 2021 às 14:59
Fiscalização da Vigilância Sanitária em festas clandestinas em São Paulo
Fiscalização da Vigilância Sanitária em festas clandestinas em São Paulo
Foto: Governo do estado de São Paulo

A Vigilância Sanitária, com apoio do Procon-SP e das Polícia Civil e Militar, deflagrou ações na madrugada deste sábado (13) em diversos pontos da capital paulista. O intuito da operação foi impedir a realização de festas clandestinas e aglomerações às vésperas do estado entrar na fase emergencial do Plano São Paulo. Em um dos eventos, no Campo Limpo, zona sul de São Paulo, 518 jovens entre 18 e 25 anos estavam reunidos sem máscaras de proteção.

O local foi autuado pela Vigilância Sanitária por descumprimento de decreto estadual. Um outro evento na Freguesia do Ó, na zona norte, as autoridades conseguiram impedir a realização de um evento antes que fosse iniciado. A operação autuo pelo menos 17 estabelecimentos na capital durante a madruga. Em 4 destes locais havia a autuação ocorreu por conta de aglomeração funcionamento fora do horário permitido. 

“Estamos vivendo uma situação caótica, com hospitais sem vagas em UTIs, e jovens ainda agem de forma inconsequente, realizando esse tipo de evento clandestino. O momento exige que, por cautela, festas não sejam realizadas para evitar a disseminação do vírus”, afirmou Carlos César Marera, diretor de fiscalização do Procon-SP.

Desde que a fase vermelha do Plano São Paulo foi decretada, com medidas mais restritivas para o funcionamento de atividades não essenciais, o Procon-SP fiscalizou 636 estabelecimentos dos quais 100, o equivalente a 16%, foram autuados.

 

Na segunda-feira (15) começa a fase emergencial no estado de São Paulo, que inclui restrição da circulação por mais tempo e proibição de atividades não essências, como a retirada de alimentos em restaurantes, além da obrigatoriedade de adoção do teletrabalho em atividades administrativas. 

Em alguns hospitais do estado de São Paulo, a demanda por leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) chegou subir 300% em menos de um mês, como mostra levantamento feito pela CNN.