SP avalia aumentar flexibilizações nesta quarta; especialistas pedem cautela

Médicos pedem para que se aguarde indicadores sobre o efeito da vacinação em pessoas acima de 60 anos

Tainá Falcão, de São Paulo
19 de maio de 2021 às 11:42
Movimento em loja em shopping de São Paulo
Movimento em loja em shopping de São Paulo
Foto: CNN Brasil (13.out.2020)

 

O governo de São Paulo avalia anunciar novas medidas de flexibilização nesta quarta-feira (18). A informação havia sido adiantada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em entrevista à CNN na segunda-feira (16). Entretanto, a iniciativa ainda está em discussão no grupo de especialistas que formam o centro de contingência da Covid-19. Os médicos se reuniram na noite de ontem (17) e tem novo encontro com secretários e com o próprio governador nesta manhã.

Entre os médicos que aconselham o governo sobre a pandemia, a orientação tem sido manter cautela pelos próximos meses, a fim de aguardar indicadores sobre o efeito da vacinação em pessoas acima de 60 anos. Uma saída seria fazer novos ajustes ao plano de retomada das atividades, com pequena expansão de horário para funcionamento do comércio e ocupação de estabelecimentos, por exemplo.

Há ainda a possibilidade de serem ajustadas as regras previstas no plano para se desconsiderar a ocupação de leitos de UTI, algo que segundo médicos, tem se mantido alta pela internação de pacientes com outras doenças. A taxa do estado está em 78,5%, com dez mil 159 pacientes internados. Na grande SP, o percentual é de 76,6%. A sugestão seria passar a considerar a média móvel de novas internações, que ajusta os valores diários com base nos últimos sete dias.

 

Até o próximo dia 23 de maio está em vigor a fase de transição. Esta fas permite funcionamento do comércio, restaurantes e serviços das 6h às 21h, com 30% da capacidade de público. O toque de recolher também está em vigor, das 21h às 5h e não mais das 20h às 5h.

De acordo com as regras atuais do Plano SP, regiões com ocupação acima de 75% dos leitos de UTI, deveriam estar na fase mais restritiva, a vermelha, com funcionamento autorizado apenas para serviços essenciais. A laranja, mais branda que a vermelha e pouco diferente da fase de transição, só seria autorizada, com os percentuais abaixo de 75%. Hoje, somente Campinas e Baixada Santista estariam aptas a avançar.

Em visita ao interior do estado, o governador voltou a falar da expectativa de avanço no plano. A decisão, no entanto, costuma ser definida em reunião com centro de contingência, as 11h. “Se esse comportamento se mantiver, vai nos permitir avançar em uma fase mais flexível. Não tão flexível, vamos fazer isso de forma segura e gradual contando com a colaboração da população”, disse Doria.