À CNN, Ministra das Mulheres detalha medidas para combate ao feminicídio

Em entrevista à CNN, a ministra das Mulheres defende ações de conscientização e educação para combater violência contra a mulher no Brasil, país contabiliza 1.177 casos de feminicídio no ano

Da CNN Brasil
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O Brasil registrou 1.177 casos de feminicídio em 2025, com uma média alarmante de quatro mortes por dia, conforme dados apresentados pela ministra das Mulheres Márcia Lopes, em entrevista ao Live CNN. Em 2024, foram contabilizados 1.492 casos de mulheres mortas em razão do gênero.

De acordo com Lopes, a violência contra as mulheres se manifesta de diversas formas: "Tantos tipos de violência começam com xingamento, empurrão, tapa, com situações que nem a própria mulher reconhece como um tipo de violência que ela sofre dentro de casa".

Ações de combate

O Ministério das Mulheres tem desenvolvido diversas iniciativas para enfrentar o problema. Entre as ações está a expansão do Ligue 180, que realiza cerca de 3 mil atendimentos diários, oferecendo não apenas denúncias, mas também orientação e encaminhamento para a rede de proteção.

"Estamos qualificando esse atendimento e tudo que queremos é não esconder os números. (...) O Ministério das Mulheres também tem um observatório e vamos estruturar em uma subsecretaria de avaliação e gestão da informação para, junto com a Secretaria de Segurança Pública, qualificarmos mais ainda esses dados", complementou a ministra.

Lopes contou que teve reuniões durante esses sete meses de ministério e "temos uma previsão de uma grande parceria com todas as universidades federais e estaduais, os institutos federais para estabelecermos uma estratégia permanente de conteúdo nos currículos dos futuros profissionais e assistência estudantil, e queremos fazer isso com todos os setores".

Márcia Lopes também apontou que esteve em seminário pró-equidade, no qual as empresas estão participando do processo de execução da lei de equidade salarial, que diz "para a mesma função, o mesmo salário".

Desigualdade e educação

A disparidade salarial entre homens e mulheres também foi destacada como um fator relevante na discussão sobre violência de gênero. Atualmente, as mulheres recebem em média 21,2% menos que os homens para exercer as mesmas funções, chegando a 30% em algumas situações.

Segundo Marcia Lopes, os números apontam que as mulheres que tem menos acesso à renda e a serviços públicos de qualidade, "tem muito mais dificuldade de acessar informações e participar de sua independência e autonomia", por isso, ela destaca a importância da lei de equidade salarial.

"Mas, a questão da violência entra em todas as classes sociais. Tenho feito reuniões com empresárias, reitoras, prefeitas, e todas elas relatam a vivência de um tipo de violência", Lopes disse.

Para ampliar o alcance das ações de conscientização, o ministério implementou a Tenda Lilás, um projeto itinerante que visa dialogar com a população em espaços públicos como rodoviárias, praias, trens e metrôs, distribuindo informações sobre o combate à violência contra as mulheres.

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