Apesar dos feridos, plano de contingência funcionou, diz autoridade de Guarapuava

Criminosos atacam transportadora e batalhão da Polícia Militar em município no interior do Paraná; dois policiais foram baleados

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Paraná, pelo menos quatro caminhões foram incendiados na ação.
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Paraná, pelo menos quatro caminhões foram incendiados na ação. Redes Sociais / Reprodução

Álvaro GadelhaLéo Lopesda CNN

em São Paulo

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Nesta segunda-feira (18), as autoridades de Guarapuava afirmaram que, apesar de dois policiais ficarem feridos, o plano de contingência da cidade funcionou para conter a ação de criminosos, que atacaram uma transportadora de valores e um batalhão da Polícia Militar durante a noite deste domingo (17).

“Não houve falha da inteligência. Pelo contrário, o plano de contingência do 16° Batalhão com a Polícia Civil, de fechar as entradas e saídas da cidade funcionou e os bandidos não lograram êxito”, disse o secretário de Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, em uma coletiva de imprensa.

O secretário também afirmou que não houve danos à cidade, e, apesar de boatos, os criminosos não tiveram acesso à penitenciária local. “A perseguição segue agora para as áreas rurais. Vamos ficar os próximos quatro dias procurando, com a ajuda de três aeronaves, em um trabalho conjunto com a Polícia Militar e a Polícia Civil, na tentativa da captura dos criminosos”, declarou Soares.

No total, são cerca de 200 policiais mobilizados para esta missão de captura dos criminosos. “Estamos investigando se há conexão com outros estados. A maioria das placas dos carros são de São Paulo”, disse.

No total, foram três feridos, segundo o secretário. Dois policiais foram baleados, um na perna e outro no rosto, “que está em situação mais delicada”. O terceiro ferido foi um civil, “que não tinha nada a ver com a história”.

Em entrevista à CNN, o comandante-geral da Polícia Militar paranaense, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, disse que os criminosos estão escondidos em região de mata nos entornos da cidade. “Eram entre 30 e 40 indivíduos fortemente armados e usando cerca de 10 carros blindados”, relatou o coronel à CNN. Segundo ele, cinco dos veículos foram abandonados após confrontos com as forças de segurança.

“Nossa equipe encontrou rastros de sangue no mato, então cercamos a área durante a madrugada toda. Quando amanheceu e clareou, colocamos equipes especiais para localizar esses indivíduos, inclusive com cães de busca”, descreveu.

Ainda segundo o coronel, parte do bando fugiu e as forças policiais estão em sua busca em diversas rodovias da região, mas os detalhes não podem ser compartilhados agora: “como a ocorrência está em andamento, qualquer informação pode prejudicar essa perseguição.”

Segundo Teixeira, os criminosos foram cercados ainda quando estavam dentro da transportadora de valores. “Nós fizemos o cerco, eles ficaram bastante tempo tentando explodir os cofres com bastante explosivos, quando perceberam nossas equipes passaram a efetuar disparos e fugiram.”

Ajuda do Ministério da Justiça

O Ministro da Justiça, Anderson Torres, anunciou no Twitter o envio de reforços da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para a cidade de Guarapuava, no interior do Paraná. Criminosos atacaram uma transportadora de valores e um batalhão da Polícia Militar na noite de domingo (17).

Torres aproveitou para pedir a colaboração do Congresso na aprovação do Projeto de Lei enviado pelo ministério propondo o endurecimento da pena para o crime de Organizações Criminosas. Segundo o ministro, a proposta é que a pena máxima passe de oito para vinte anos de reclusão.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Guarapuava, foram incendiados quatro caminhões pelo bando na noite de domingo. Dois deles na rodovia BR-277, na tentativa de bloquear o acesso à cidade, enquanto os outros dois próximos ao 16º Batalhão da Polícia Militar do estado.

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