Auxílio emergencial, Pró-Brasil, Nelson Teich e mais notícias de 23 de abril

Ministério da Saúde, Nova York também são os destaques desta quinta-feira (23)

Da CNN em São Paulo

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A desistência da antecipação da segunda parcela do auxílio emergencial, o lançamento do programa Pró-Brasil de crescimento econômico, o  novo secretário-executivo do Ministério da Saúde, a crítica feita ao Brasil pelo governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, e o prazo dado pelo STF para que Jair Bolsonaro fale sobre dados da COVID-19 no país são os destaques de 23 de abril de 2020.
 
 
Auxílio emergencial

O Ministério da Cidadania anunciou nesta quarta-feira (22) que o governo não irá mais antecipar a segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600. A Caixa havia anunciado que faria esse pagamento já a partir desta quinta-feira (23). Segundo o governo federal, a razão para o recuo é o “alto número de informais cadastrados”. Mais cedo, o Senado aprovou o projeto de lei que amplia a abrangência do auxílio emergencial.

Pró-Brasil

Como a CNN antecipou, o governo apresentou um novo programa de crescimento econômico, o Pró-Brasil. Quem conduziu a divulgação foi o ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto. O projeto prevê investimentos e obras públicas e se assemelha ao Plano Marshall, de recuperação econômica das nações europeias após a Segunda Guerra Mundial. A comparação, porém, não agrada o governo. “Não existe nenhum Plano Marshall”, disse Braga Netto. “Isso aqui não é um programa de recuperação econômica, ele é de crescimento socioeconômico”, afirmou. O plano também lembra um velho conhecido brasileiro: o PAC. Segundo a colunista Thais Herédia, no Ministério da Economia a comparação já corre solta.

Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Nelson Teich, fez a sua primeira coletiva sobre a pandemia do novo coronavírus e anunciou a escolha do general Eduardo Pazuello como novo secretário-executivo da pasta. O cargo é o segundo mais importante na hierarquia da pasta e seu ocupante é o substituto eventual nas ausências do ministro. Segundo Teich, Pazuello foi escolhido por suas capacidades na gestão de logística, considerada por ele uma das principais necessidades para a atual crise. Na coletiva, o ministro disse que pretende divulgar, em uma semana, um conjunto de orientações para que estados possam decidir sobre a flexibilização das medidas de isolamento social.

Nova York

O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, citou o Brasil e a Suécia como maus exemplos de atuação no combate à pandemia do novo coronavírus durante entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (22). Cuomo disse que não houve planejamento nesses países para enfrentamento da pandemia. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, até esta quarta-feira (22), o Brasil havia registrado 2.906 mortes e um total de 45.757 contaminados pela COVID-19. A Suécia, por sua vez, teve 1.937 mortes e mais de 16 mil casos confirmados até o momento, segundo o levantamento global realizado pela universidade americana Johns Hopkins. O país escandinavo não adotou restrições gerais de circulação e fechamento de comércio. Nova York tornou-se o epicentro da contaminação nos Estados Unidos, um dos países mais castigados pela disseminação da COVID-19. O estado de Nova York, até o momento, registrou mais de 250.000 casos da doença e cerca de 15 mil mortes.

Supremo Tribunal Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para que o presidente Jair Bolsonaro se manifeste sobre as medidas adotadas para uma maior divulgação de dados sobre o novo coronavírus no país. A ação, apresentada pelo PT, pede que seja informado o que foi feito para disponibilizar testes da COVID-19 para estados e municípios, que se indique o número total de testes disponibilizados até o momento, além de uma projeção de testes a serem distribuídos.

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