Avião que caiu com Marília Mendonça será levado para o RJ para nova perícia

Previsão é que o bimotor chegue em um galpão do aeroporto Galeão entre hoje e amanhã; peritos já sabem que aeronave não tem caixa preta

Avião era da empresa Pec Táxi Aéreo Ltda e estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 1º de julho de 2022
Avião era da empresa Pec Táxi Aéreo Ltda e estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 1º de julho de 2022 Divulgação/Bombeiros

Iuri Corsinida CNN

no Rio de Janeiro

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A empresa responsável pela remoção do avião bimotor que caiu com a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas, em Caratinga, Minas Gerais, informou à CNN que a aeronave será encaminhada para um galpão no aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro.

A transferência do bimotor ocorrerá após a remoção de todas as peças e deve ocontecer entre hoje e amanhã. A aeronave não possuía caixa preta, mas foi encontrado um geolocalizador que será utilizado para confrontar o plano de voo. O dispositivo é uma das evidências para se compreender as causas do acidente.

Na manhã desta segunda-feira (8), a empresa Fervel Auto Socorro, contratada pela PEC Táxi Aéreo, responsável pela aeronave que caiu, continuava com os trabalhos de remoção dos motores do avião, no local do acidente.

As peças estão sendo transportadas de caminhão até o galpão da empresa, que fica no centro de Caratinga, a cerca de 2,5 km do local do acidente, e devem seguir para o Rio também de caminhão.

Os trabalhos de remoção estão sendo feitos em conjunto com o Corpo de Bombeiros local e estão sendo auxiliados e supervisionados pelos investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III).

Segundo informado pela Força Aérea Brasileira (FAB), o Seripa III segue com os trabalhos de ação inicial em Caratinga, coletando evidências, entrevistando testemunhas e acompanhando o trabalho de remoção do avião bimotor.

O avião bimotor que transportava a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas saiu
do aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, às 13h05 (hora de Brasília) do último sábado (5).

Cerca de duas horas depois, ele atingiu um cabo de uma torre de distribuição da Cemig na cidade de Piedade de Caratinga, em Minas Gerais. Logo após a colisão o avião caiu, metros depois, em um córrego da região. Todos os tripulantes morreram.

As causas do acidente seguem sendo investigadas. Até o momento, o que se sabe é que a aeronave voava abaixo do considerado ideal quando se chocou nos cabos da torre de energia. Segundo especialistas, saber os motivos da pouca altitude do avião é o fator principal a ser desvendado nesta investigação.

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