Cármen Lúcia dá 24 h para que Heleno e Ramagem expliquem relatório sobre Flávio

Ministério e agência terão que explicar como foi a atuação na produção de dois relatórios que teriam servido para orientar a defesa do senador Flávio Bolsonaro

Ouvir notícia

 

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu 24 horas para o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), explicarem como foi a atuação do ministério e da agência na produção de dois relatórios que teriam servido para orientar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSC-RJ) na anulação do caso Queiroz, de acordo com reportagem da revista Época.

Reportagem publicada pela revista afirma que a Abin produziu relatórios para ajudar a defesa do senador sobre o caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Senador Flávio Bolsonaro

Ministro e diretor da Abin terão que se explicar sobre atuação em caso que envolve o senador

Foto: Ueslei Marcelino/REUTERS 12/03/2019

Na sexta-feira (11), diretores da Abin com quem a CNN conversou negaram que existam relatórios assinados pela Abin neste sentido e afirmaram que não haviam produzido nada a respeito do assunto.

Leia mais:

Comissão do Congresso quer ouvir Flávio Bolsonaro sobre Abin

PGR inclui suposto relatório da Abin para Flávio Bolsonaro em investigação

Receita exonerou servidor acusado de atuar contra Flávio Bolsonaro

No sábado (12), Ramagem pediu à Advocacia-Geral da União (AGU) que apresente uma interpelação judicial, um tipo de pedido formal para cobrar explicações públicas, contra a reportagem da revista Época. De acordo com fontes da Abin consultadas pela CNN, “com o intuito de restabelecer a verdade”.

Já no domingo (13), o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, rebateu as acusações feitas pela revista, e afirmou que os “supostos trechos divulgados apresentam-se mal redigidos, com linguajar atécnico que não guarda relação com a Atividade de Inteligência”.

Heleno afirmou ainda que a “agência desenvolve seus trabalhos de maneira integrada e cooperativa, não havendo setores fragmentados de sua institucionalidade, sendo falsa a afirmação de existência de ‘ABIN paralela’ ou ‘ABIN clandestina'”.

Destaques do CNN Brasil Business:

O IPVA está chegando: saiba como calcular quanto vai pagar de imposto

Enel inicia obra de usinas eólicas e solares no Brasil e prevê investir R$5,6 bi

Ibovespa vira para queda após zerar perdas no ano; dólar sobe

O general também disse que “as acusações se pautam em torpe narrativa, desprovida  de conjunto probatório, supostamente contida em documentos que não foram produzidos pela Abin” e que “o intuito único é desacreditar uma instuição de estado e os servidores que compõem seus quadros”.

Apesar da negativa da Abin, a reportagem da Época afirma que os próprios advogados de Flávio confirmaram a veracidade do relatório. 

Os analistas da CNN Fernando Molica e Leandro Resende apuraram que Flávio Bolsonaro recebeu mensagens com relatórios de funcionários da Abin, e não diretamente do órgão, com orientações para subsidiar a defesa.

Mais Recentes da CNN