Carnaval carioca terá cobrança da dose de reforço para quem tem 50 anos ou mais

Prefeitura do Rio de Janeiro restringe circulação de pessoas não vacinadas contra Covid-19. Turistas podem receber imunizante na capital fluminense

Isabelle Salemeda CNN

no Rio de Janeiro

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Apesar da melhora no quadro epidemiológico da cidade do Rio de Janeiro, cuja taxa de positividade para Covid-19 caiu de 47% para 8%, a prefeitura deve ampliar as restrições à circulação de turistas não vacinados durante o feriado de Carnaval.

A cobrança do passaporte da vacina acontecerá em todos os eventos, inclusive privados, e incluirá também a dose de reforço, para quem tem acima de 50 anos.

“O Rio de Janeiro é uma cidade que espera não receber turistas não vacinados. Os turistas não vacinados vão ter muita dificuldade de circular na cidade do Rio de Janeiro, porque é proibida a hospedagem de turistas não vacinados, é proibida a circulação em pontos turísticos e é proibida a entrada em festas, teatros, cinemas sem a vacina. E a dose de reforço também será exigida para as pessoas acima de 50 anos”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

Segundo a pasta, os 670 mil cariocas que estão com a terceira dose em atraso representam uma preocupação, uma vez que 88% dos pacientes internados na rede pública municipal no mês de janeiro não tinham tomado o reforço. Além disso, 46% deles não tinham tomado nenhuma dose contra a Covid-19. Entre os não vacinados, estavam 46 crianças entre 5 e 11 anos.

“A nossa maior preocupação é a circulação de pessoas que não se vacinaram porque elas têm um risco muito maior de adoecer gravemente e se internarem por Covid-19. Então, a cidade vai dificultar ao máximo a circulação de pessoas que não se vacinaram”, reforçou o secretário.

De acordo Soranz, turistas podem se vacinar no Rio, se já tiverem tomado a segunda dose há mais de quatro meses. “Não é necessário comprovar endereço. Pode chegar a um dos 240 postos e tomar vacina”, disse.

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