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    Chuva em Petrópolis foi muito acima da normalidade, diz secretário de Defesa Civil

    À CNN, o coronel Alexandre Lucas afirmou que o desastre precisará de estudos específicos para entender e identificar o precisa ser feito daqui para frente

    Layane SerranoGiovanna Galvanida CNN

    em São Paulo

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    Enquanto as equipes de resgate continuam na busca de pelo menos 200 desaparecidos em Petrópolis, que já registra mais de 130 mortes desde os deslizamentos e alagamentos da última terça-feira (14), especialistas tentam entender os motivos que deram tal dimensão à tragédia.

    No entanto, para o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, o desastre precisará de estudos específicos para que se possa entender o que aconteceu, já que o volume de chuvas foi “muito acima da normalidade”, analisou o coronel à CNN neste sábado (19).

    “Temos uma questão geológica importante. O relevo da cidade favorece esse tipo de deslizamento, mas temos uma chuva muito acima da normalidade e que motivou mortes e danos inclusive na área que não é de risco, no centro da cidade”, afirmou.

    “Me parece, com as mudanças climáticas e com as chuvas nesse nível acontecendo recorrentemente, que vamos ter sempre a possibilidade maior de desastres. É preciso fazer uma análise e ver o que foi diferente sob o ponto de vista da ameaça que foi essa chuva, e qual foi o problema da exposição da pessoas aos alertas… uma análise pormenorizada, porque esse desastre é complexo”, declarou o coronel Lucas.

    Segundo o secretário, a cidade de Petrópolis seguiu todos os protocolos recomendados para as previsões de chuvas fortes, que haviam sido previamente identificadas.

    Porém, a rapidez com que caiu o alto volume de água tornou diversos pontos da cidade perigosos para pessoas que, orientadas por sirenes, “saíram de suas casas e desceram para a área baixa”. Por outro lado, uma das regiões mais afetadas, o Morro do Macaco, não tinha sistema de alarmes porque o risco avaliado no local não era o maior em toda Petrópolis.

    “Pelos especialistas, o Morro do Macaco tinha grau de risco 2 e 3, e para esses locais não havia sirenes. A sirene é colocada em locais de risco muito alto. Mesmo que as pessoas tivessem descido, poderiam ser alcançadas porque deveriam ocupar lugar na parte baixa, que também foi atingida”, disse Alexandre Lucas.

    “Esse desastre precisa ser estudado. A academia e especialistas precisam se debruçar sobre ele para a gente ver qual será a ação que deve ser tomada. Não tem jeito de tirar Petrópolis de onde ela está ou remover todas as pessoas de onde moram, precisamos de uma solução”, avaliou.

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