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    Mina em Maceió teve “movimento atípico de água”; Defesa Civil diz não ver risco

    Mina da Braskem na capital alagoana desabou no início da tarde do domingo (10); área já estava isolada e em monitoramento

    Movimento atípico na lagoa Mundaú foi detectado por volta das 13h15 do domingo (10)
    Movimento atípico na lagoa Mundaú foi detectado por volta das 13h15 do domingo (10) Reprodução

    Da CNN

    O rompimento da mina 18 da Braskem em Maceió (AL), ocorrido às 13h15 do domingo (10), não oferece nenhum risco porque ela se “autopreenche”, disse à CNN o coordenador geral da Defesa Civil de Alagoas, coronel Moisés Melo.

    Em nota, a Braskem informou que, por volta das 13h45, outro “movimento atípico” foi detectado na lagoa Mundaú, no bairro do Mutange.

    A empresa ressaltou que a área está sendo monitorada. Após o afundamento registrado nesta tarde, as autoridades locais foram comunicadas, informou a empresa.

    No final do mês passado, a Prefeitura de Maceió decretou situação de emergência por risco iminente de colapso da mina da Braskem na Lagoa Mundaú.

    Segundo a Defesa Civil, foi possível notar o rompimento por conta do movimento nas águas de um trecho da lagoa.

    Na ocasião, a autoridade afirmou que a mina e todo o seu entorno estavam desocupados e não havia qualquer risco para as pessoas. Não houve registro de feridos.

    Veja o exato momento do rompimento da mina em Maceió

    Segundo Melo, o volume originário da mina era de 120 metros de altura por 60 metros de diâmetro. Portanto, à medida que o teto vira piso, ela vai em direção à superfície.

    “Como essa mina está em direção à superfície, toda a terra que vai caindo vai se autocompletando, e chega em cima de um volume bem menor do que o originário”, disse o coronel.

    “E esse teto chega a entrar na sua base, não compacto como estava originalmente. Consequentemente, ela vai se autopreenchendo, mas há alguns vazios ali ainda. Por isso chegou nessa proporção”, explicou.

    Reações

    Após o incidente, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), solicitou uma reunião urgente com o governador de Alagoas, Paulo Dantas, marcada ainda no domingo (10) para tratar dos desdobramentos do episódio e em busca de soluções que contem com a participação do governo estadual.

    Mais cedo, o prefeito da cidade, fez o anúncio do rompimento em sua página do X (antigo Twitter).

    “Às 13h15 de hoje, a mina 18 sofreu um rompimento, no trecho da lagoa próximo ao Mutange. Estarei em instantes sobrevoando a área com os nossos técnicos. A Defesa Civil de Maceió ressalta que a mina e todo o seu entorno estão desocupados e não há qualquer risco para as pessoas. Novas informações sobre o assunto estão sendo obtidas e serão compartilhadas assim que possível”, escreveu.

    Na manhã do domingo, a Defesa Civil soltou um comunicado alertando que o afundamento da mina n° 18 havia acelerado, indo a 12,5 cm nas últimas 24 horas.

    Às 13h15, câmeras que monitoram o entorno da cavidade 18 registraram movimento atípico de água na lagoa Mundaú, no trecho sobre esta cavidade. Toda a área, que vem sendo monitorada nos últimos dias, já estava isolada.

    Movimento semelhante ocorreu por volta das 13h45. O sistema de monitoramento de solo captou a movimentação por meio de DGPS instalados na região.

    As autoridades foram imediatamente comunicadas e a Braskem segue colaborando com elas.

    Confina a íntegra do comunicado da Braskem:

    Às 13h15 deste domingo, câmeras que monitoram o entorno da cavidade 18 registraram movimento atípico de água na lagoa Mundaú, no trecho sobre esta cavidade. Toda a área, que vem sendo monitorada nos últimos dias, já estava isolada.

    Movimento semelhante ocorreu por volta das 13h45. O sistema de monitoramento de solo captou a movimentação por meio de DGPS instalados na região. As autoridades foram imediatamente comunicadas, e a Braskem segue colaborando com elas.