Depois de onda de calor, Sul e Sudeste devem encarar frente fria

Baixas temperaturas devem se instalar no litoral da região Sul e se espalhar para outras áreas do país no fim de semana

Chuva na Avenida Paulista, em São Paulo.
Chuva na Avenida Paulista, em São Paulo. Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo (30.dez.2021)

Vinícius Tadeuda CNN

São Paulo

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Após passar por uma forte onda de calor nas últimas semanas, as regiões Sul e Sudeste devem enfrentar uma frente fria a partir desta sexta-feira (28). De acordo com previsões da Climatempo, uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) começa a se organizar sobre o Brasil.

A queda das temperaturas irá romper o bloqueio atmosférico causado por uma forte massa de ar quente que se instalou sobre o centro da América do Sul desde meados de janeiro. Com isso, o calor deve diminuir gradativamente nos próximos dias.

Foi essa massa de ar quente que impulsionou a onda de calor vista nos estados do Sul brasileiro. Nesta quarta (26), pela primeira vez em duas semanas, o Rio Grande do Sul não registrou temperaturas iguais ou superiores a 40ºC.

No sábado (29), uma frente fria se instalará no litoral de São Paulo devido a um sistema de baixa pressão. Nos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, centro-sul de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, são esperados dias mais nublados com chuva frequente e grandes volumes acumulados durante o fim de semana.

No Distrito Federal e em 17 capitais há risco de chuva. São elas: Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Teresina (PI), São Luís (MA), Palmas (TO), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM) e Porto Velho (RO).

Além disso, uma grande nebulosidade de ar quente e úmido vem se espalhando pelo país. Sendo assim, há a possibilidade da formação de grande quantidade de nuvens carregadas, que têm o potencial de provocar fortes chuvas em todos os estados brasileiros.

Com o alto volume de chuvas previsto, a Climatempo fez um alerta para o risco de transtornos como queda de árvores, transbordamento de córregos e rios, deslizamento de encostas e alagamentos.

Em São Paulo, há previsão de grandes volumes de chuva acumulados, que podem variar de 150 a 250 milímetros na maioria das áreas do estado — incluindo a capital. A previsão de fortes chuvas se estende para as áreas mais próximas do Paraná e Baixada Santista, onde o volume acumulado pode chegar perto dos 300 milímetros.

No início do mês, as chuvas provocaram grandes estragos em diversos estados, como Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. Em Minas, até o dia 12 de janeiro, as tempestades haviam provocado pelo menos 24 mortes, além de fazer com que cerca de 29 mil pessoas tivessem de deixar suas casas.

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