Do transporte ao intervalo: governo de SP define diretrizes para volta às aulas

Resolução publicada no Diário Oficial determina prioridade para alunos de 1º, 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e o 3º do médio; escolas reabrem no dia 8

Murillo Ferrari

da CNN, em São Paulo

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O governo do estado de São Paulo divulgou, no Diário Oficial desta terça-feira (1º), as diretrizes para o retorno às aulas na rede pública e privada de ensino.

A volta, a partir do dia 8 de setembro, será permitida apenas para atividades não curriculares, em cidades que estejam há pelo menos 28 dias na fase amarela do Plano SP. A determinação é priorizar os 1º, 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e o 3º do médio.

Além dos alunos destas séries, estudantes sem acesso a computadores ou conexão de internet para realização das atividades online, ou aqueles que apresentem dificuldades de aprendizagem, sinais de distúrbios emocionais relacionados ao isolamento social também terão prioridade.

Dentre as atividades que podem ser ofertadas nesta primeira etapa do retorno são: atividades de reforço e recuperação da aprendizagem; acolhimento emocional; orientação de estudos e tutoria pedagógica; plantão de dúvidas; avaliação diagnóstica e formativa; atividades esportivas e culturais; utilização da infraestrutura de tecnologia da informação da escola para estudo e acompanhamento das atividades escolares não presenciais.

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Neste momento, a participação dos estudantes não será obrigatória e aqueles que fazem parte do grupo de risco não deverão comparecer às aulas presenciais.

De acordo com a resolução, as instituições da rede estadual poderão receber até 20% dos alunos matriculados a cada dia, independentemente da etapa de ensino, e a primeira semana de atividades presenciais será destinada, preferencialmente, a ações de acolhimento aos estudantes e profissionais da educação.

Do transporte ao intervalo

O texto traz ainda “protocolos adicionais” que devem ser seguidos pelas unidades de ensino e, também, pelos pais dos alunos desde a preparação em casa, passando pelo trajeto até a escola e, também, pelo comportamento nos espaços compartilhados das escolas.

Tanto os servidores, quanto pais, responsáveis e alunos devem medir a temperatura ao deixar e ao retornar para casa. “Caso a temperatura esteja acima de 37,5°C, a recomendação é ficar em casa”, diz o decreto.

Em relação ao transporte escolar, estudantes e servidores devem usar máscaras de tecido durante todo o percurso de casa até a escola. 

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Escola particular em Campinas, São Paulo, se prepara para retomar aulas presenciais
Foto: Denny Cesare/Código19/Estadão Conteúdo (23.jul.2020)

“Deve-se adequar a lotação dos veículos do transporte escolar, intercalando um assento ocupado e um livre; os estudantes devem ser orientados para evitar tocar nos bancos, portas, janelas e demais partes dos veículos do transporte escolar”, manda o protocolo, que determina ainda a disponibilização de álcool em gel para a higienização das mãos.

Caberá aos responsáveis por transportar alunos também a “limpeza periódica dos veículos do transporte escolar entre uma viagem e outra”. E as viagens devem ser feitas com as janelas semi-abertas para favorecer a circulação de ar. 

A resolução da secretaria da Educação proíbe atividades como feiras, palestras, seminários, festas, assembleias, competições e campeonatos esportivos nas escolas neste primeiro momento.

Já atividades de educação física e arte, por exemplo, podem ser realizadas desde que seja mantido o distanciamento de 1,5 metro e sejam feitas, preferencialmente, ao ar livre.

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Avaliações, testes e provas também estão liberados, desde que também respeitem o distanciamento. E os estudantes não podem compartilhar objetos e materiais, como livros e canetas.

“Estudantes devem permanecer de máscara durante as aulas. Contra indica-se o uso em crianças menores do que dois anos”, diz a resolução.

Sobre os intervalos, quando costuma haver aglomeração de alunos pela escola, a orientação é que as pausas sejam feitas no esquema de revezamento de turmas e que alunos de grupos diferentes não se misturem.

O decreto do secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, diz ainda que, de forma temporária para evitar contágio pelo novo coronavírus, “na oferta de merenda e alimentação escolar será dada preferência à utilização de gêneros que independem de manipulação e preparo para o consumo”.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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