Em SP, Vigilância Sanitária faz operação em festa clandestina com 500 jovens

Operações conjuntas entre agentes públicos e forças de segurança foram realizadas na madruga deste sábado (13) na capital paulista

Fiscalização da Vigilância Sanitária em festas clandestinas em São Paulo
Fiscalização da Vigilância Sanitária em festas clandestinas em São Paulo Foto: Governo do estado de São Paulo

Weslley Galzo, da CNN. em São Paulo

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A Vigilância Sanitária, com apoio do Procon-SP e das Polícia Civil e Militar, deflagrou ações na madrugada deste sábado (13) em diversos pontos da capital paulista. O intuito da operação foi impedir a realização de festas clandestinas e aglomerações às vésperas do estado entrar na fase emergencial do Plano São Paulo. Em um dos eventos, no Campo Limpo, zona sul de São Paulo, 518 jovens entre 18 e 25 anos estavam reunidos sem máscaras de proteção.

O local foi autuado pela Vigilância Sanitária por descumprimento de decreto estadual. Um outro evento na Freguesia do Ó, na zona norte, as autoridades conseguiram impedir a realização de um evento antes que fosse iniciado. A operação autuo pelo menos 17 estabelecimentos na capital durante a madruga. Em 4 destes locais havia a autuação ocorreu por conta de aglomeração funcionamento fora do horário permitido. 

“Estamos vivendo uma situação caótica, com hospitais sem vagas em UTIs, e jovens ainda agem de forma inconsequente, realizando esse tipo de evento clandestino. O momento exige que, por cautela, festas não sejam realizadas para evitar a disseminação do vírus”, afirmou Carlos César Marera, diretor de fiscalização do Procon-SP.

Desde que a fase vermelha do Plano São Paulo foi decretada, com medidas mais restritivas para o funcionamento de atividades não essenciais, o Procon-SP fiscalizou 636 estabelecimentos dos quais 100, o equivalente a 16%, foram autuados.

 

Na segunda-feira (15) começa a fase emergencial no estado de São Paulo, que inclui restrição da circulação por mais tempo e proibição de atividades não essências, como a retirada de alimentos em restaurantes, além da obrigatoriedade de adoção do teletrabalho em atividades administrativas. 

Em alguns hospitais do estado de São Paulo, a demanda por leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) chegou subir 300% em menos de um mês, como mostra levantamento feito pela CNN.

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