‘Estamos em reconstrução’, diz prefeito de Chapecó (SC) após ‘ciclone bomba’

Luciano Buligon ainda avaliou que os danos à vida poderiam ter sido maiores caso as aulas presenciais estivessem ocorrendo

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O prefeito de Chapecó, em Santa Catarina, Luciano Buligon (PSL), afirmou à CNN, nesta quarta-feira (1°), que a cidade ainda está calculando os danos causados pela passagem do “ciclone bomba” que provocou pelo menos uma morte no município. Segundo ele, mais de 350 casas tiveram algum dano no município.

“Estamos em reconstrução. Tivemos lamentavelmente uma pessoa que perdeu a vida. Saiu para fechar o portão e acabou sendo atingida pela árvore do próprio quintal. Mais de 350 residências com diversos problemas de queda de árvore e postes, descobrimento do telhado das casas e até danos em muros e paredes”, afirmou.

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Buligon informou que todas as pessoas que ficaram desabrigadas já voltaram para suas casas, que foram cobertas temporariamente com lonas distribuídas pela prefeitura. “Precariamente, mas recebendo todo o nosso auxílio”, disse ele.

O prefeito ainda avaliou que os danos à vida e patrimônio poderiam ter sido maiores caso as aulas presenciais estivessem ocorrendo. “Só no município temos 87 colégios com 23 mil alunos e, como não temos aulas por conta da pandemia, isso ajudou a não termos danos na vida das pessoas, mas apenas materiais. Ainda estamos levantando [todos os danos]”, acrescentou.

Por fim, Buligon disse que a comunicação ainda está precária na cidade por causa dos danos a torres de celular. Apesar disso, ele demonstrou otimismo: “Ao longo do dia, o tempo vai melhorar e nos ajudar a reconstruir”, concluiu.

Mais cedo, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), frisou, em entrevista à CNN, a importância da população ficar em casa até que o fenômeno não apresente mais perigo.

“A orientação continua sendo a população ficar em casa e longe dos vidros, que podem ser destruídos. Placas estão sendo arremessadas e postes e árvores estão caindo, então a orientação é não sair de casa”, disse.

Previsão

À CNN, o meteorologista Marcelo Schneider, do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), explicou que o “ciclone bomba” está no último estágio e ainda merece atenção em pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e na capital paulista, mas assegurou: “O pior já passou”.

Segundo ele, em parte da serra do litoral gaúcho e catarinense, os ventos podem alcançar 100 km/h. “Mas o ciclone rapidamente, nas próximas horas, vai em direção a alto-mar”, acrescentou.

Ele ainda alertou que ondas em alto mar podem chegar a 6 e 7 metros. “Trata-se de outra situação e os embarcadores devem tomar uma cautela maior”, orientou.

Mortes no sul

Subiu para dez o número de mortos no Sul do país após a passagem de um “ciclone bomba” com ventos de até 120 km/h na terça-feira (30). A Defesa Civil emitiu um alerta de que o fenômeno avança sobre o Sudeste nesta quarta (1º).

As chuvas e ventos fortes, causados pela formação do ciclone extratropical (ciclone bomba) derrubaram árvores e fizeram estragos em diversas cidades da região. O fenômeno atingiu mais fortemente o estado de Santa Catarina. Foram atingidos também municípios do Rio Grande do Sul e Paraná.

As vítimas identificadas, até o momento, são uma idosa de 78 anos na cidade de Chapecó, que foi atingida por uma árvore, um homem em Santo Amaro da Imperatriz, atingido por fios de alta tensão, e outro homem de 59 anos em Ilhota.

A cidade de Tijucas registrou três mortes, ainda não especificadas. Governador Celso Ramos, Itaiópolis e Rio dos Cedros também tiveram uma morte cada. E, em Brusque, há uma pessoa desaparecida.

No Rio Grande do Sul, um homem de 53 anos morreu soterrado em Nova Prata, na região serrana, durante temporal. Vanderlei Oliveira trabalhava em uma construção perto de um barranco quando houve um deslizamento.

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