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    Human Rights Watch alerta para violação da privacidade em sites de aula online

    À CNN Rádio, a diretora adjunta da Human Rights Watch no Brasil Anna Livia Arida explicou o que é possível fazer para evitar rastreio de dados

    Compare Fibre na Unsplash

    Amanda Garciada CNN

    Um estudo da Human Rights Watch apontou que sites educacionais utilizados no Brasil coletam dados pessoais dos estudantes.

    À CNN Rádio, a diretora adjunta da instituição Anna Livia Arida afirmou que a investigação começou durante a pandemia de Covid-19.

    “A maioria das secretarias de educação teve de lançar mão de aplicativos educacionais para passar conteúdo para crianças e adolescentes”, disse.

    Dessa forma, o estudo listou os aplicativos desenvolvidos ou endossados pelas secretarias para “ver como os dados de estudantes estavam sendo tratados.”

    “O que descobrimos foi que muitos deles vigiavam os estudantes para além da sala de aula, mergulhando na vida privada.”

    Dados de localização, quem eram, quais celulares tinham e quais os interesses eram coletados e repassados para empresas especializadas em publicidade comportamental.

    “Essa é uma violação clara da privacidade de crianças e adolescentes, e vimos que essa prática não acabou durante a pandemia”, completou.

    Anna Livia reforçou que “rastrear e vigiar alunos não são necessários para prestar o serviço educacional e viola a privacidade.”

    Além disso, crianças e adolescentes estão em fase de formação, “formando opiniões, crenças, hábitos” e, por isso, “estão mais influenciáveis pelos conteúdos.”

    “Essa publicidade que chega pode direcionar para hábitos, valores e desejos de compra que não estão no seu melhor interesse”, opinou.

    Ações contra a violação de privacidade

    A diretora adjunta da Human Rights Watch afirmou que pais devem questionar a escola sobre as práticas de privacidades dos sites educacionais utilizados.

    “O que vimos é que escolas e secretarias nem sabiam sobre o uso dos dados”, disse.

    Outra questão é “desativar os rastreadores de anúncio de celulares e tablets”, entrando nas configurações, privacidade, anúncios e selecionar que não quer personalização.

    Uma terceira forma de defesa seria instalar extensões nos navegadores para bloquear o rastreio de localização.

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    *Com produção de Isabel Campos