‘Lua do Lobo’: primeira lua cheia do ano ilumina o céu esta noite

CNN listou as datas em que outros eventos celestes como chuvas de meteoros e superluas devem ocorrer em 2022

Lua cheia vista da cidade de Caxias do Sul (RS) em 2021
Lua cheia vista da cidade de Caxias do Sul (RS) em 2021 Antonio Machado/Estadão Conteúdo

Megan MarplesAshley Stricklandda CNN

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Os lobos estão associados a uivar para a lua – um mito comum que se tornou amplamente aceito ao longo dos tempos.

Apesar das fábulas, isso não impediu as pessoas de conectarem a lua com os animais peludos.

A primeira lua cheia do ano é chamada de “Lua do Lobo” pela cultura popular do Hemisfério Norte e aparecerá na noite desta segunda-feira, 17 de janeiro.

A lua recebeu o nome em homenagem aos lobos, porque eles uivam com mais frequência nesta época do ano, de acordo com o Old Farmer’s Almanac.

O pico será às 23h51 pelo horário de Greenwich (às 20h51 no horário de Brasília). De acordo com a Nasa, olhe acima do horizonte na direção leste-nordeste para ter um vislumbre da lua.

Alguns observadores da lua podem detectar uma estrela brilhante perto da lua cheia. É Pollux, uma estrela que faz parte da constelação de Gêmeos, disse a Nasa.

Tanto Júpiter quanto Saturno também serão visíveis, mas estarão em frente à lua acima do horizonte sudoeste, observou a Nasa.

Mais do que uma lua cheia

Há uma infinidade de nomes para a lua cheia de janeiro, além de Lua do Lobo, ela também é conhecida como Lua Velha e Lua do Gelo.

Os hindus se referem a ela como Shakambhari Purnima, que marca o último dia do Shakambari Navratri, um feriado de oito dias em homenagem à deusa Shakambhari. As pessoas na Índia costumam se banhar em águas bentas durante esse período, disse a Nasa.

O povo assiniboine, que vive nas Grandes Planícies do Norte dos Estados Unidos, chamam isso de lua central porque está no meio do inverno, de acordo com o Old Farmer’s Almanac.

Os povos algonquinos, localizados a nordeste dos Grandes Lagos, também nos EUA, a chamam de “squochee kesos”, que significa “o sol não tem força para derreter”. O povo Cheyenne das Grandes Planícies a chama de “lua do frio forte”.

Luas cheias e superluas

O ano de 2022 terá 12 luas cheias, e duas delas se qualificam como superluas.

As definições de uma superlua podem variar, mas o termo geralmente denota uma lua cheia que é mais brilhante e mais próxima da Terra do que o normal e, portanto, parece maior no céu noturno.

Alguns astrônomos dizem que o fenômeno ocorre quando a lua está dentro de 90% do perigeu – que é quando ela chega ao ponto mais próximo da Terra em órbita. Por essa definição, a lua cheia de junho, bem como a de julho, serão consideradas eventos de superlua.

Aqui está a lista das outras luas cheias de 2022, de acordo com o Farmer’s Almanac:

  • 16 de fevereiro: Snow Moon (Lua de Neve)
  • 18 de março: Worm Moon (Lua de Minhoca)
  • 16 de abril: Pink Moon (Lua Rosa)
  • 16 de maio: Flower Moon (Lua das Flores)
  • 14 de junho: Strawberry Moon (Lua de Morango)
  • 13 de julho: Buck Moon (Lua dos Cervos)
  • 11 de agosto: Sturgeon Moon (Lua do Esturjão)
  • 10 de setembro: Harvest Moon (Lua da Colheita)
  • 9 de outubro: Hunter’s Moon (Lua do Caçador)
  • 8 de novembro: Beaver Moon (Lua do Castor)
  • 7 de dezembro: Cold Moon (Lua Fria)

Embora esses sejam os nomes popularizados associados à lua cheia mensal, cada um carrega um significado variado entre as tribos nativas americanas.

Eclipses lunares e solares

De acordo com o The Old Farmer’s Almanac, haverá dois eclipses lunares totais e dois eclipses solares parciais em 2022.

Eclipses solares parciais ocorrem quando a lua passa na frente do sol, mas apenas bloqueia parte de sua luz. Certifique-se de usar óculos apropriados para ver com segurança os eclipses solares, pois a luz do sol pode ser prejudicial aos olhos.

Em 30 de abril, um eclipse solar parcial poderá ser visto no sul da América do Sul, no sudeste do Oceano Pacífico e na Península Antártica.

Em 25 de outubro, outro será visível na Groenlândia, Islândia, Europa, nordeste da África, Oriente Médio, oeste da Ásia, Índia e oeste da China. Nenhum dos eclipses solares parciais será visível da América do Norte.

Um eclipse lunar pode ocorrer apenas durante a lua cheia, quando o sol, a Terra e a lua se alinham e a lua passa na sombra da Terra. A Terra projeta duas sombras na Lua durante o eclipse. A penumbra, que é a sombra externa parcial, e a umbra, que é a sombra total e escura.

Quando a lua cheia se move para a sombra da Terra, ela escurece, mas não desaparece. A luz do sol que passa pela atmosfera da Terra ilumina a lua de forma dramática, tornando-a vermelha – e é por isso que isso é frequentemente chamada de “Lua de Sangue”.

Dependendo das condições climáticas em sua área, ela pode aparecer cor de ferrugem, de tijolo ou vermelho sangue.

Isso acontece porque a luz azul sofre uma dispersão atmosférica mais forte, então a luz vermelha se destaca sendo a cor mais dominante à medida que a luz do sol passa pela nossa atmosfera e a lança na lua.

Um eclipse lunar total será visível da Europa, África, América do Sul e América do Norte (exceto regiões do noroeste) entre as 21h31 de 15 de maio, e 02h52 de 16 de maio em Nova York (das 23h31 de 15 de maio, até 04h52 de 16 de maio, pelo horário de Brasília).

Outro eclipse lunar total também estará em exibição para aqueles na Ásia, Austrália, Pacífico, América do Sul e América do Norte em 8 de novembro, entre 3h01 e 8h58 pelo horário de Nova York (ou entre 5h01 e 10h58 pelo horário de Brasília) – mas a lua estará se pondo para aqueles em regiões orientais da América do Norte.

Chuvas de meteoros

O ano novo começou com a chuva de meteoros Quadrântidas, que atingiu o pico durante a primeira semana de janeiro.

A próxima, a chuva de meteoros Líridas, não deve atingir o pico até abril.

Aqui estão as outras chuvas para serem observadas em 2022:

  • Líridas: 21 e 22 de abril
  • Eta Aquáridas: 4 e 5 de maio
  • Delta Aquáridas do Sul: 29 e 30 de julho
  • Alfa Capricornídeos: 30 e 31 de julho
  • Perseidas: 11 e 12 de agosto
  • Oriônidas: 20 e 21 de outubro
  • Táuridas do Sul: 4 e 5 de novembro
  • Táuridas do Norte: 11 e 12 de novembro
  • Leônidas: 17 e 18 de novembro
  • Geminídeos: 13 e 14 de dezembro
  • Ursídeos: 21 e 22 de dezembro

Se você mora em uma área urbana, dirija até um local que não esteja repleto de luzes da cidade, que podem obstruir sua visão. Se você conseguir encontrar uma área não afetada pela poluição luminosa, os meteoros podem ser visíveis a cada dois minutos, desde o final da noite até o amanhecer.

Encontre uma área aberta com ampla visão do céu. Certifique-se de ter uma cadeira ou cobertor para se deitar e conseguir olhar para cima. E dê aos olhos cerca de 20 a 30 minutos para se ajustar à escuridão – sem olhar para o celular – para que os meteoros seja mais fáceis de detectar.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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