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    Ministério da Justiça cria canal de denúncia para combater ataques a escolas

    Segundo o comunicado oficial, todos os conteúdos enviados serão analisados e mantidos sob sigilo

    Pedro Zanattada CNN

    em São Paulo

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou, nesta sexta-feira (7), que criou um canal exclusivo para recebimento de informações de casos suspeitos de ataques a instituições de ensino. A plataforma foi desenvolvida pela pasta, em parceria com a SaferNet Brasil.

    O formulário para recebimento das denúncias já está disponível no site. Segundo o comunicado oficial, todos os conteúdos enviados serão mantidos sob sigilo.

    Os dados coletados através da plataforma devem ser analisados pela equipe do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Diretoria de Operações Integradas e Inteligência (Diopi).

    “O grupo agora conta com 50 policiais, que irão se dedicar nos próximos dias, exclusivamente e em regime de plantão 24 horas, ao monitoramento das ameaças contra escolas na internet”, diz a nota do ministério.

    A criação do canal de denúncias faz parte da Operação Escola Segura, uma mobilização em parceria com os estados para realizar ações preventivas e repressivas contra ataques nas instituições de ensino em todo o país.

    Casos recentes

    Na quarta-feira (5), um homem de 25 anos invadiu uma creche em Blumenau, matou quatro crianças e feriu outras cinco. Cerca de 40 crianças estariam usando o parquinho no momento da invasão.

    Conforme o Corpo de Bombeiros, as vítimas fatais eram três meninos e uma menina, de 5 a 7 anos de idade. Os feridos foram levados a hospitais da região e atendidos nas unidades de urgência.

    O Hospital Santo Antônio, de Blumenau, confirmou à CNN que quatro crianças feridas deram entrada no hospital: duas meninas de 5 anos e dois meninos, de 5 e 3 anos.

    Uma semana antes, no dia 27 de março, uma professora morreu após ser esfaqueada por um aluno em uma escola estadual na zona oeste de São Paulo.

    A vítima era Elisabeth Tenreiro, de 71 anos. De acordo com o secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, outras três professoras e dois alunos foram vítimas deste episódio.

    O caso aconteceu por volta das 07h20 na Escola Estadual Thomazia Montoro, uma escola de ensino fundamental II, no bairro Vila Sônia.