Paes negocia com gestão Bolsonaro reativação de Parque Olímpico do Rio

Ideia prevê a reabertura de áreas inativas do Parque Olímpico, que fica na região da Barra da Tijuca, na zona Oeste da cidade

Vista geral aérea do Parque Olímpico da Barra da Tijuca na zona oeste do Rio de Janeiro
Vista geral aérea do Parque Olímpico da Barra da Tijuca na zona oeste do Rio de Janeiro Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo -01/08/2017

Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), vai anunciar nesta semana a reativação do plano de ‘legado olímpico‘ que deixou quando saiu do cargo em 2016. A ideia prevê a reabertura de áreas inativas do Parque Olímpico, que fica na região da Barra da Tijuca, na zona Oeste da cidade.

A intenção esbarra em um problema territorial e de gestão: boa parte da área do Parque é de responsabilidade do governo federal. Isso inclui as arenas 1 e 2, o velódromo e o centro de tênis. A negociação entre a prefeitura do Rio e o governo Bolsonaro é justamente para aproveitar melhor essas áreas. O Parque Olímpico foi inclusive usado pelo presidente Jair Bolsonaro no pouso com as aeronaves da FAB quando ele esteve no Rio de Janeiro para o passeio com motociclistas. Já a arena 3 e a conservação do parque são de responsabilidade da prefeitura do Rio.

Outro plano de Paes era desmontar a área chamada de “Arena do Futuro” para usar a estrutura na montagem de escolas. Isso tinha sido anunciado antes mesmo dos jogos de 2016 e, cinco anos depois, será colocado em prática. Uma licitação aberta em junho terá o resultado anunciado nesta sexta-feira (23). A empresa que ganhar a licitação vai precisar usar o material que serviu para montar quadras, vestiários e arquibancadas para os jogos de handball e as disputas da natação pra construir escolas em quatro bairros da zona Oeste: Rio das Pedras, Santa Cruz, Bangu e Campo Grande. Cada uma terá dez salas de aula e atividades, com capacidades para ate 245 alunos.

As duas piscinas olímpicas também serão aproveitadas. Uma pode ser instalada em Maricá, a outra ainda não tem destino definido. As duas já foram desmontadas.

A área onde hoje estão ainda montadas as quadras do handball e as piscinas tem como proprietários empresas privadas, que poderão usar o local depois da desmontagem para exploração comercial, como a construção de shoppings e hotéis. Nos últimos 10 anos, a região tem tido intenso desenvolvimento urbano, com a chegada de hotéis, mercados e empreendimentos para classes mais altas.

O plano de reativação do Parque Olímpico leva em consideração uma possível ampliação de atividades que já estão sendo realizadas na arena 3, como aulas de basquete, futsal, vôlei, jiu-jitsu, karatê e outras modalidades, que, segundo a prefeitura, atendem pouco mais de 800 pessoas.

Outra estratégia da atual gestão tem sido os acordos setoriais. Por meio de uma parceria com a Confederação Brasileira de Canoagem, a prefeitura liberou parte do parque para o treinamento dos atletas da seleção brasileiras e aulas de canoagem para a população. A gestão Paes também assinou com a Federação de Ciclismo um protocolo com a intenção de recuperar a pista de bicicross.

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