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    Réveillon do Rio: veja o que já foi decidido e o que ainda está em aberto

    Prefeitura e governo ainda vão debater questões como limitação de público, queima de fogos, som ao ar livre e esquema de transporte

    Festa de Réveillon no Rio de Janeiro está cheia de incertezas
    Festa de Réveillon no Rio de Janeiro está cheia de incertezas Richard Santos/Riotur

    A pouco mais de três semanas da virada do ano, ainda não está claro como será aquela que se consagrou como uma das maiores festas de Réveillon do mundo: a do Rio de Janeiro. Nos últimos dias a população da cidade e a imprensa assistiram a uma série de declarações contraditórias e idas e vindas por parte do governador Cláudio Castro (PL) e do prefeito Eduardo Paes (PSD).

    Na prática, os shows ao vivo já foram descartados como uma forma de derrubar a expectativa inicial que era reunir três milhões de pessoas em pelo menos oito pontos da cidade, incluindo a praia de Copacabana, onde ficariam 2/3 do público. A intenção do edital era ter dez palcos com atrações de renome internacional no palco principal e balsas com queima de fogos ao longo da praia de Copacabana.

    Na última quinta-feira a CNN revelou que as empresas que ganharam a licitação da prefeitura não tinham conseguido nenhum patrocinador para a festa. Dois dias depois, o prefeito Eduardo Paes anunciou no Twitter que a cidade não teria festa de Réveillon. Logo após, o governador Cláudio Castro disse que conversaria com o prefeito para que eles chegassem a uma forma de promover a festa.

    Entre sábado (04) e esta terça-feira (07), uma série de declarações públicas foram dadas pelos dois políticos, mas do ponto de vista prático ainda não há definição sobre várias questões relacionadas à dinâmica da cidade na virada do ano. A CNN listou os principais tópicos da festa da virada no Rio de Janeiro para esclarecer o que já é certeza e o que ainda é dúvida sobre um dos mais importantes eventos de Réveillon no mundo.

    Shows ao vivo: Não

    Estão descartados os shows ao vivo e apresentações musicais como estavam previstos no edital do Réveillon. Para o evento de Copacabana, por exemplo, a previsão era de três palcos, sendo um principal e dois satélites, com quatro shows artísticos, dois DJs e uma escola de samba. Nada disso vai acontecer. A Riotur já descartou a montagem de palcos.

    Caixas de som: Talvez

    Diferentemente dos shows, é possível que os locais de queima de fogos, como a praia de Copacabana, tenham caixas de som. Em transmissão ao vivo no Instagram nessa terça, Paes falou que defende o uso de ‘música mecânica’ no evento. Também não há nenhuma proibição em vigor para pessoas que portem caixas de som na orla, como é de costume em festas desse tipo.

    Festas fechadas: Sim

    Não há veto para festas particulares na cidade. Em entrevista coletiva no último sábado, Paes convocou turistas alegando que serviços hoje autorizados não devem ser impedidos de funcionar até o Réveillon. “O que eu digo para os turistas que vêm de outros estados do país é que, com a taxa de transmissão que nós temos, eu acho muito difícil que haja qualquer outra medida restritiva”. Nesta terça, ele repetiu a afirmação na transmissão ao vivo. “A cidade está aberta, os restaurantes estão abertos, a praia está aberta. […] Tá tudo aberto e o Rio é o melhor lugar para se passar o Réveillon”. Em entrevista à CNN, o secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, lembrou que o passaporte da vacina será exigido em festas privadas.

    Queima de fogos: Talvez

    Embora realizar a queima de fogos seja um ponto pacífico entre prefeito e governador, entidades como o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde e a Associação Estadual de Municípios do Rio de Janeiro ainda debatem as vantagens e desvantagens da festa pirotécnica e o risco disso provocar aglomeração. Quando Paes anunciou o cancelamento da festa no último sábado, sugeriu que não haveria o show no céu. “Você eventualmente vai ter 15 minutos sem fogos na praia de Copacabana, mas a cidade continua mágica, incrível, receptiva, linda, maravilhosa”, afirmou. Contudo, nessa terça tanto ele quanto o governador defenderam os fogos de artifício pra marcar a virada.

    Limitação de público: Talvez

    Embora os fogos sejam defendidos pelo prefeito e pelo governador, há um receio de que mesmo sem shows, o número de pessoas seja limitado. Em evento nessa terça, Castro afirmou: “O nosso entendimento é que dá pra ter a queima de fogos sem festas e com uma redução significativa no número de pessoas, repetindo o de sempre, não é minha decisão ela tem que ser conversada com um comitê cientifico”.

    Ainda não está claro como seria a limitação e se isso implicaria em bloqueios na praia de Copacabana, como no ano passado, mas a estimativa de público de três milhões de pessoas nas ruas da cidade está descartada. É obrigatória a apresentação de confirmação da vacina contra o coronavírus para reservar e fazer check-in em hotéis, pousadas e acomodações alugadas por aplicativos.

    Esquema especial de transporte: Talvez

    Ainda não está decidido se metrô, trens e ônibus terão esquema de funcionamento especial nos dias 31 de dezembro e 1 de janeiro. A tendência é de que sim. Mas o governo já fala em proibição de estacionamento na orla com o objetivo de evitar aglomerações. Em 2020, a orla de Copacabana foi restrita a pessoas que moram no bairro e teve bloqueios policiais. Decidida a tônica, o próximo passo será conversar com CET-Rio, GCM e secretarias municipais e estaduais para montar a operação. A CNN apurou que a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), responsável por controlar o trânsito e a guarda municipal, não tem nenhuma orientação até agora sobre como será a operação para a virada.