RJ: Polícia Civil começa a ouvir militares que atuaram no Complexo do Salgueiro

Ação realizada na semana passada terminou com a morte de nove pessoas; oito corpos foram retirados de uma área de mangue no local

Moradores recolhem corpos no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro
Moradores recolhem corpos no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro José Lucena/Estadão Conteúdo

Bruna Carvalhoda CNN

no Rio de Janeiro

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Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá começam a ouvir nesta segunda-feira (29) os policiais militares que participaram da ação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, no último domingo (21) que acabou com nove mortos.

Pelo menos oito corpos foram retirados de uma área de mangue no dia seguinte a ação.

A previsão é que todos os agentes sejam ouvidos ao longo dessa semana. A polícia investiga em que circunstâncias as mortes aconteceram.

Entre as oito pessoas retiradas do manguezal, três não tem registros por anotação criminal – um deles, segundo a polícia, aparece em uma foto segurando um fuzil.

A cena da retirada dos corpos na manhã da última segunda-feira (22) chamou a atenção da ONU e da Comissão de Direitos Humanos da OAB que cobraram investigações paralelas à Polícia ao Ministério Público.

As requisições envolvem apurações relacionadas a mortes, possíveis abusos praticados por policiais na comunidade do Salgueiro, a morte do sargento da PM Leandro Rumbelsperger, e apurar as circunstâncias das lesões provocadas em uma idosa durante a operação.

O relatório interno do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, admite que a morte do sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, na véspera da ação, foi uma das justificativas para que a operação fosse deflagrada.

O dado aparece no campo “justificativa da absoluta excepcionalidade da operação”. Pelo menos 75 policiais participaram da ação.

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