Secretário de Saúde do Rio de Janeiro nega decisão oficial de cancelar Réveillon

Tema só seria definido próximo do dia 15 deste mês; prefeito Eduardo Paes anunciou o cancelamento da festa neste sábado (4) dizendo respeitar a ciência e o comitê do científico do Governo do estado

Thayana Araújoda CNN

Rio de Janeiro

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O secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, negou que o grupo de apoio técnico que assessora a Secretaria de Estado de Saúde para tratar do cenário atual da Covid-19 tenha produzido qualquer documento com recomendação para o cancelamento do Réveillon.

A informação contradiz o prefeito Eduardo Paes que declarou, neste sábado (04), ter tomado a decisão de cancelar a festa após o comitê científico do governo do estado recomendar a não realização do evento.

A SES-RJ confirmou que hoje o grupo defende a não realização, mas que somente no dia 15 de dezembro haveria uma palavra final sobre o Réveillon de 2022. Chieppe informou que a recomendação atual ainda não estava valendo como posicionamento definitivo do tema.

Agora, a decisão que seria tomada até o dia 15 de dezembro com base em novos conhecimentos que pudessem surgir, principalmente sobre a variante Ômicron, será antecipada.

Apesar do prefeito Eduardo Paes confirmar o cancelamento do Réveillon, o governador Cláudio Castro declarou em suas redes sociais momentos depois que ambos vão se reunir com técnicos da saúde do Estado e do município esta semana para um anúncio conjunto sobre a realização do evento. Paes não comentou a postagem.

Ao longo da semana, o grupo de apoio técnico que assessora a SES-RJ avaliou em reunião, e como medida de precaução, ser prudente a sinalização para a suspensão de eventos com aglomeração mesmo em ambientes abertos.

Entretanto, o tema seria novamente debatido em outro encontro nos 15 dias próximos, até para conhecer melhor a dinâmica da variante Ômicron. O país já tem seis casos confirmados. Apenas após essa reunião, a Secretaria de Estado de Saúde iria se posicionar oficialmente sobre as festas de fim de ano.

Ainda sobre o tema, o grupo de apoio técnico que assessora a SES-RJ orientou os municípios “a monitorar os casos de viajantes sintomáticos vindos de qualquer país, por um período de 14 dias, diante do surgimento da nova variante”.

As considerações ratificadas em ata nesta sexta-feira (03) destacavam também, a possibilidade do risco de disseminação do vírus em grandes eventos com circulação de pessoas de diferentes origens.

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