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    Startup ambiental brasileira promete restaurar um milhão de hectares de florestas

    Empresa re.green, que se propõe a trabalhar em larga escala e buscar lucro na recuperação de áreas degradadas, participou da The Climate Week e do Brazilian Climate Summit, em Nova York

    Imagem aérea da Floresta Amazônica
    Imagem aérea da Floresta Amazônica Ignacio Palacios/Getty Images

    Américo Martinsda CNN

    em Londres

    Uma startup ambiental brasileira apresentou sua proposta de recuperação florestal em larga escala de áreas degradadas durante dois eventos ocorridos às margens da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York: The Climate Week, promovida pela prefeitura da cidade, e o Brazilian Climate Summit, na Columbia University.

    Nos eventos, o CEO da re.green, Thiago Picolo, lembrou que a empresa foi criada há apenas dois anos, mas já opera em cinco áreas diferentes na Amazônia e na mata atlântica, replantando árvores e plantas nativas em locais que degradados há várias décadas.

    Em entrevista à CNN, Picolo disse que a empresa pretende restaurar um milhão de hectares de florestas tropicais no Brasil nos próximos anos.

    Segundo ele, essa meta ambiciosa pode ser alcançada porque a empresa tem uma forte base científica, trabalha diretamente com as comunidades locais e opera em larga escala, com fins lucrativos. “Assim, você consegue realmente mobilizar o capital e crescer da forma que a gente quer crescer”, disse o CEO.

    Antes da atuação de empresas como a re.green, lembra ele, o trabalho de reflorestamento era feito “em pequenas escala, muitas vezes com o apoio de organizações não governamentais ou com apoio da filantropia, de forma muito importante, heroica, mas a gente traz uma visão complementar que é de fazer isso em escala e fazer isso com fins lucrativos”.

    Segundo Picolo, o retorno do investimento será feito através da venda de créditos de carbono de alta qualidade e do plantio de árvores madeireiras para corte em parte das áreas restauradas.

    Os potenciais clientes para os créditos de carbono, um mercado em expansão, são empresas de grande porte que fizeram um compromisso de neutralidade climática, neutralidade de carbono.

    “Elas trabalham para reduzir de forma significativa as suas emissões. Mas sempre chega no valor residual que é praticamente impossível de reduzir ou muito antieconômico. Para esse valor residual, eles buscam créditos de carbono de alta qualidade e o nosso crédito é percebido como sendo da mais alta qualidade porque ele é um crédito de remoção, ele tá sugando um carbono que já tá na atmosfera”, afirma Picolo.

    Durante os eventos em Nova York, o CEO também reconheceu alguns desafios nesse setor, entre eles a dificuldade para se comprar terras para reflorestamento e a obtenção de sementes.

    Como um diferencial, Picolo afirma que a empresa busca sempre trabalhar com as comunidades locais, o que gera mais possibilidades de sucesso no negócio.