Presidente do Rioprevidência viajou aos EUA antes de operação da PF

Deivis Marcon Antunes é um dos quatro alvos da operação Barco de Papel, realizada nesta sexta-feira (23), no Rio, no escopo das investigações contra o Banco Master

Cleber Rodrigues, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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O diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, deixou o Brasil dias antes da operação deflagrada pela PF (Polícia Federal), na manhã desta sexta-feira (23), no escopo das investigações contra o Banco Master. De acordo com a PF, Antunes viajou no dia 15 de janeiro para os Estados Unidos.

Durante a Operação Barco de Papel, agentes estiveram no endereço do executivo, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a casa trancada e precisaram pular o muro para acessar a residência. Deivis Marcon Antunes era um dos quatro alvos de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Também foram alvos de buscas Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de Investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de Investimentos interino, exonerado em dezembro de 2025. No decorrer da operação, encerrada ainda na manhã desta sexta-feira (23), os policiais federais apreenderam joias, dinheiro em espécie e relógios de luxo. Todo o material foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio.

A corporação investiga suspeitas de operações financeiras irregulares no fundo responsável pela gestão do patrimônio de aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro, segundo apuração da CNN Brasil.

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A investigação teve início em novembro de 2025 e apura um conjunto de nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. As transações resultaram na aplicação de cerca de R$ 970 milhões de recursos da autarquia em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

Segundo a Polícia Federal, são investigados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução em erro de repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

A CNN Brasil entrou em contato com o Rioprevidência, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. A reportagem também tenta contato com as defesas dos investigados.