Ataque do PCC: PF prende foragido por tentar matar policial penal
Suspeito estava escondido em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo; policial trabalhava na Penitenciária Federal em Porto Velho (RO) quando foi alvo de atentado

Um homem foragido da Justiça e considerado de alta periculosidade foi preso, na manhã desta quarta-feira (10), pela FICCO/SP (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo) em Paraisópolis, na Zona Sul da capital.
O homem é acusado de participação na tentativa de homicídio contra um policial penal federal da Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), em maio de 2024.
Segundo as investigações, o suspeito se escondia em Paraisópolis, área de forte atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital). No momento da prisão, foi constatado que ele utilizava documentos de identificação falsos.
Ele estava foragido desde a Operação Determinatio, deflagrada em julho do mesmo ano, que teve como objetivo desarticular o grupo criminoso responsável pelo atentado.
Relembre o caso
A Polícia Federal (PF) já havia prendido cinco integrantes do PCC, maior facção do Brasil, identificados como autores da tentativa de homicídio contra um policial penal federal que trabalhava na Penitenciária Federal em Porto Velho (RO).
O líder do PCC, Marcos William Herbas Camacho, o Marcola, ficou na unidade entre março de 2022 e janeiro de 2023, quando foi transferido para Brasília, onde está atualmente.
Ao todo, 110 policiais de diversas forças de segurança participaram da ação, que também cumpriu cinco mandados de busca. Participaram agentes da Secretaria Nacional de Políticas Penais, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal.
Em maio de 2024, a CNN mostrou que um policial penal federal que trabalha na Penitenciária de Porto Velho sofreu um atentado a tiros enquanto caminhava na rua da capital rondoniense. Veja no vídeo:
Imagens de câmeras de segurança mostraram o agente na rua quando um carro branco passa ao lado dele e atira. Nada é levado da vítima, que corre para se salvar.
Em seguida, os policiais encontraram o carro usado no crime completamente queimado, o que levantou a hipótese de atentado e fez a possibilidade de assalto ser descartada.
À época, o Sindapef/Ro (Sindicato dos Agentes Penitenciários Federais de Rondônia) divulgou uma nota à CNN em que dizia que o ataque foi encomendado pelo PCC e que o agente foi seguido.
*Sob supervisão


