Greve dos funcionários da CPTM é encerrada; trens voltam a operar

Paralisação afetou a circulação das Linha 11-Coral, Linha 12-Safira e Linha 13-Jade

Khauan Wood e Ana Julia Bertolaccini, da CNN Brasil*, Guilherme Rajão e André Rigue, da CNN Brasil, em São Paulo
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O Sindicato dos Ferroviários, que representa os trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), decidiu pelo fim da greve, após assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (6). A greve começou à meia-noite de terça-feira (4).

A greve afetou a circulação das Linha 11-Coral, Linha 12-Safira e Linha 13-Jade entre terça-feira (4) e hoje. 

"A decisão foi tomada de forma democrática pelos presentes à assembleia. A proposta de retorno ao trabalho e o aceite da proposta do TRT recebeu 131 votos favoráveis, enquanto 26 trabalhadores votaram pela continuidade da greve", divulgou o sindicato em nota.

De acordo com o Sindicato, apesar de decidirem pelo retorno das atividades, os ferroviários ainda mantém o estado de greve, acompanhando o cumprimento dos compromissos assumidos e a evolução das negociações.

Segundo o comunicado, a deliberação ocorre após o Governo do Estado apresentar uma proposta que contempla avanços nas reivindicações da categoria, especialmente em relação às garantias buscadas pelos ferroviários durante o processo de concessão.

"Os Ferroviários reafirmam que a mobilização sempre teve como objetivo a defesa dos empregos e a proteção dos direitos dos trabalhadores da CPTM, bem como a garantia de um transporte público de qualidade para a população.", diz o comunicado.

Ainda de acordo com a associação, o Sindicato dos Ferroviários continuará vigilante e atuando em defesa da categoria, "não descartando a adoção de novas medidas caso os compromissos firmados não sejam efetivamente cumpridos".

Início da Greve

Durante a tarde de terça (4), a CPTM iniciou a operação parcial da Linha 13-Jade entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart, enquanto a circulação nas Linhas 11-Coral e 12-Safira, permaneceu parcial desde o início do dia.

Segundo a CPTM, no horário de pico da manhã, apenas 67% do efetivo operacional previsto estava em atividade, índice inferior ao mínimo determinado pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que estabeleceu a circulação de 80% da operação nos horários de maior movimento e de 60% nos demais períodos.

A operação permanece parcial nas linhas 11-Coral e 12-Safira.  A Linha 13-Jade opera em velocidade reduzida. 

Posição do Governo

Na terça-feira (4), o Governo afirmou que a greve foi decretada pelo sindicato mesmo após o compromisso de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM. Ainda em texto, eles afirmam que a paralisação acontece por decisão unilateral do sindicato.

"Com justificativas baseadas em desinformação e prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que usam as três linhas diariamente", afirmou o governo.

Nessa quarta-feira (5), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) negou que haverá demissão de ferroviários da CPTM após a concessão das linhas 11, 12 e 13 à iniciativa privada.

De acordo com Tarcísio, o governo do estado está investindo na modernização do serviço de trens de São Paulo, e reforçou que realizará a manutenção do emprego dos ferroviários.

"Segunda-feira houve uma reunião aqui no Palácio dos Bandeirantes, onde a gente reafirmou o compromisso com a manutenção do emprego, mas isso não foi suficiente, porque a gente (vê a captura dos sindicatos por grupos extremistas, grupos de extrema esquerda, é o desrespeito ao cidadão", declarou.

Em atualização.