Motorista que armou sequestro no Rodoanel era soldado da PM

Dener Laurito dos Santos integrava o 22º batalhão e foi expulso da corporação pela "prática de atos desonrosos" e considerados como "transgressão disciplinar de natureza grave"

Vitor Bonets, da CNN Brasil*, Julia Farias, colaboração para a CNN Brasil, Guilherme Rajão, da CNN Brasil, em São Paulo
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O motorista, identificado como Dener Laurito dos Santos, que simulou ter sido sequestrado após atravessar uma carreta no Rodoanel Mário Covas, era soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo até o ano de 2006, quando foi expulso da corporação.

Conforme consta em publicação no Diário Oficial do Estado, Laurito era integrante do 22º batalhão da PM e foi exonerado pela "prática de atos desonrosos" considerados como "transgressão disciplinar de natureza grave", com base no Regulamento Disciplinar da instituição.

O homem confessou à polícia, na tarde de quarta-feira (19), que ele próprio produziu o simulacro de bomba. A suspeita deixou o Rodoanel interditado por mais de cinco horas.

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Durante coletiva, o delegado responsável pelo caso informou que as suspeitas sobre um possível sequestro tiveram início após investigação das provas como imagens, ligações e depoimentos. A polícia notou que os fatores não condiziam com o relato de Laurito, e quando confrontado, o motorista decidiu confessar.

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Além disso, o indiciado por falsa comunicação de crime teria mentido sobre ter tido uma pedra arremessada contra o automóvel. O motorista contou que ele próprio teria cometido a ação. O objeto foi apreendido um dia após o ocorrido.

As investigações seguem em andamento na DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Taboão da Serra para o esclarecimento total dos fatos. 

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*Sob supervisão de Carolina Figueiredo