Suspeito confessa perseguição e assassinato de Dom e Bruno, dizem fontes da PF

Inicialmente, Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, disse que participou do crime, mas não tinha atirado

Vigília por Bruno Pereira e Dom Phillips na frente da sede da Funai, em Brasília (15/06/2022)
Vigília por Bruno Pereira e Dom Phillips na frente da sede da Funai, em Brasília (15/06/2022) Vianey Bentes/CNN

Kenzô Machidada CNN

Ouvir notícia

Em novos depoimentos na madrugada desta sexta-feira (17), de acorco com fontes da CNN na Polícia Federal, Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, primeiro suspeito detido na investigação do desaparecimento do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira confessou à Polícia Federal que participou do assassinato da dupla. Em seu primeiro depoimento, Pelado havia confessado ter enterrado os corpos, mas negava ter atirado na dupla.

O suspeito também deu mais detalhes de como Dom e Bruno foram capturado pelos criminosos. Ele descreveu no depoimento obtido pela CNN que, com um comparsa, perseguiu de barco o indigenista e o jornalista até o local onde eles foram atingidos por tiros de espingarda. Dom e Bruno morreram com esses tiros.

De acordo com o depoimento, Pelado reforçou que o crime não foi premeditado e que não teve um mandante. Segundo o conteúdo da oitiva, Pelado disse que estava com raiva do indigenista. Ele disse que outras pessoas, moradores de uma comunidade próxima onde houve o crime, o teriam ajudado. Um ajudou a matar a dupla e outro a ocultar os corpos.

Ao todo, a PF investiga que ao menos cinco pessoas são suspeitas de participação no crime. Além de Pelado, também está preso temporariamente para investigação seu irmão, Oseney da Costa de Oliveira.

Em uma entrevista coletiva na quarta-feira (15), a PF informou que Bruno e Dom foram assassinados por conta de denúncias sobre pesca ilegal na região.

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Eduardo Fontes afirmou que teria ocorrido um “embate” envolvendo as duas vítimas e os suspeitos, que teriam realizado um “disparo de arma de fogo” no leito do rio Itaquaí.

Também na quarta, o ministro da Justiça, Anderson Torres, afirmou que foram encontrados remanescentes humanos na área de busca dos desaparecidos. Nesta sexta-feira, o exame de arcada dentária realizado no Instituto Nacional de Criminalística de Brasília confirmou que um dos restos mortais encontrados são do jornalista inglês.

Os restos mortais que seriam do indigenista brasileiro e do jornalista ichegaram a Brasília na noite desta quinta-feira (16).  A dupla desapareceu no último dia 5, no Vale do Javari, no Amazonas.

Mais Recentes da CNN