Weintraub era estratégico para ala ideológica do governo, diz analista de risco

Com a saída do ministro e as diversas crises que rondam o governo, Creomar entende que há três saídas para a escolha de um novo nome para pasta

Da CNN, em São Paulo
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A saída de Abraham Weintraub do ministério da Educação provocou uma das mais duras perdas da ala ideológica do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). O ex-ministro era seguidor do guru do presidente, Olavo de Carvalho, e segundo Creomar de Souza, fundador da consultoria Dharma e analista de risco, seu papel era o de representar o componente ideológico do governo. 

“O papel de Weintraub no governo estava vinculado a relação do bolsonarismo com o olavismo como corrente de estruturação política. Ele marcava o interesse estratégico desse componente ideológico olavista em produzir uma espécie de revolução de mentalidade e costumes no ministério da Educação, alterando o rumo de políticas públicas e construindo um processo desideologização e desaparelhamento das estruturas educacionais brasileiras cujo principal alvo eram as universidades federais.”

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Com a saída do ministro e as diversas crises que rondam o governo, Creomar entende que há três saídas para a escolha de um novo nome para pasta: um novo olavista, um nome do centrão ou um ministro interino, como no Ministério da Saúde, para que a poeira abaixe e escolham um nome futuramente. Apesar disso, ele entende que há um eleitorado fiel do presidente que ainda anseia por uma “revolução conservadora.”

“Acredito que a revolução conservadora exista na cabeça de olavistas e em algum sentido ela se manifesta em parte do eleitorado, sobretudo na faixa dos 30% que não desidratam em termos de suporte a Bolsonaro.”

(Edição de: Diego Freire)