Quem é Antonio Paulo Vogel, cotado para substituir Weintraub no MEC

Vogel é secretário-exeutivo da pasta, servidor público de carreira e ex-funcionário da gestão Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo

Anna Satie, da CNN em São Paulo
18 de junho de 2020 às 18:31 | Atualizado 18 de junho de 2020 às 18:56

Atual secretário-executivo do Ministério da Educação, Antonio Paulo Vogel é um dos nomes cotados para substituir Abraham Weintraub no comando da pasta. Vogel é servidor público de carreira e trabalhou na gestão de Fernando Haddad (PT) -- adversário do presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 -- na Prefeitura de São Paulo.

Formado em economia e direito, Vogel ingressou no setor público em 1998. Desde então, ocupou cargos em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás, voltados principalmente para as áreas financeiras e de administração.

Entre 2013 e 2014, trabalhou como secretário-adjunto de Finanças e Desenvolvimento Econômico da cidade de São Paulo, período em que Fernando Haddad era prefeito.

Esse tempo no gabinete do petista foi motivo de incômodo para aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quando Vogel foi escolhido para ser braço direito de Abraham Weintraub na Casa Civil, no posto de secretário-executivo adjunto.

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Weintraub acumulou polêmicas em 14 meses no cargo

Quando Weintraub foi chamado para assumir a Educação em abril de 2019, manteve Vogel como seu número dois. Nenhum dos dois havia tido experiência na área de gestão educacional até então.

De acordo com sua biografia no site do MEC, Vogel já foi consultor em finanças públicas para o Banco Mundial — entidade em que Weintraub agora vai postular uma diretoria-executiva.

Weintraub anunciou na tarde desta quinta-feira (18) que está deixando o MEC. O ministro atribuiu sua saída a um convite para ocupar um cargo de direção no Banco Mundial, indicação que segundo Weintraub foi referendada por Bolsonaro.

Economista de formação e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Weintraub estava no cargo desde abril de 2019, quando substituiu Ricardo Vélez Rodríguez. Nestes 14 meses, acumulou polêmicas envolvendo o orçamento das universidades federais, o adiamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), acusações de racismo e uma sugestão de prisão de ministros do STF