Em denúncia, MP do Rio diz que operação contra Crivella, em setembro, vazou

Órgão diz que, apesar de todos esforços, o próprio prefeito do Rio, além do advogado Rafael Ferreira Alves e do tesoureiro Mauro Macedo foram avisados da ação

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
22 de dezembro de 2020 às 10:50
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos)
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na denúncia apresentada à Justiça para justificar a prisão do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), o Ministério Público afirma “não ter dúvidas” de que a operação de busca e apreensão contra ele, realizada em setembro deste ano, foi “vazada”para três alvos, todos presos na manhã desta terça-feira (22). 

“Em primeiro lugar o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, pode afirmar, sem qualquer sombra de dúvidas que, apesar de todos os esforços envidados pelo Parquet e por esse zeloso juízo, a deflagração da segunda fase da Operação Hades “vazou”, tendo chegado ao conhecimento de pelo menos 3 (três) dos principais alvos dos mandados de busca e apreensão antes de seu efetivo cumprimento, quais sejam: MARCELO CRIVELLA, RAFAEL FERREIRA ALVES e MAURO MACEDO”, diz a denúncia.

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