Há um certo exagero, diz cientista político sobre prisão de Marcelo Crivella

Prefeito do Rio foi preso em casa, às 6h, na Barra da Tijuca, por policiais que cumpriam mandado de prisão expedido pelo Ministério Público

da CNN, em São Paulo*
22 de dezembro de 2020 às 15:09


Em entrevista à CNN nesta terça-feira (22), o cientista político Murillo de Aragão afirma que há um certo "exagero" na prisão de Marcelo Crivella (Republicanos), prefeito do Rio de Janeiro.

"A questão é mais jurídica do que política. Há certas inconsistências na decisão, apesar de que não podemos deixar de considerar que as alegações são sérias, as provas apuradas inicialmente são robustas e prova, sobretudo, que existe um caráter quase endêmico na política do Rio de Janeiro, de promover corrupção ligada ao poder público”, avalia.

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“Então, há um certo, talvez, exagero em fazer a prisão, principalmente no final do mandato do prefeito, [apesar] das alegações amplas e robustas. Mas poderia eventualmente aguardar a saída dele da prefeitura e prosseguir seu curso normal.”

Crivella foi preso nesta terça-feira (22) em um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto 'QG da Propina' na Prefeitura do Rio.

O 'QG da propina'

Segundo as investigações, o empresário Rafael Alves recebia cheques de empresários para intermediar o fechamento de contratos com a RioTur ou viabilizar o pagamento de dívidas do município do Rio de Janeiro com eles.

Considerado o operador do esquema de propinas, Rafael é irmão de Marcelo Alves, ex-presidente da RioTur.

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Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella em entrevista à CNN (22.mar.20)
Foto: Reprodução

Publicado por: André Rigue.