No Twitter, Moro critica Bolsonaro e discute com ministro André Mendonça


Daniel Fernandes, da CNN, em São Paulo
28 de dezembro de 2020 às 21:59 | Atualizado 28 de dezembro de 2020 às 22:03

 

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) Sérgio Moro criticou, nesta segunda-feira (28), em seu perfil no Twitter, a atuação do presidente do Brasil no combate à pandemia do novo coronavírus e, na sequência, discutiu com o atual responsável pela pasta, André Mendonça, na mesma rede social.

“Vários países, inclusive da América Latina, já estão vacinando seus nacionais contra a COVID-19. Onde está a vacina para os brasileiros? Tem previsão? Tem Presidente em Brasília? Quantas vítimas temos que ter para o Governo abandonar o seu negacionismo?”, publicou Moro por volta das 17h. 

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Cerca de duas horas depois, o atual ministro da Justiça e Segurança Pública rebateu o comentário de seu antecessor. 

“Vi que Sergio Moro perguntou se havia presidente em Brasília? Alguém que manchou sua biografia tem legitimidade para cobrar algo? Alguém de quem tanto se esperava e entregou tão pouco na área da Segurança? Quer cobrança? Por que em 06 meses apreendemos mais drogas e mais recursos desviados da corrupção que em 16 meses de sua gestão”, questionou Mendonça.

Por volta de 20h45, Moro, então, rebateu a mensagem de Mendonça e afirmou que o atual ministro “nem teve autonomia de escolher o Diretor da PF ou de defender a execução da pena da condenação em segunda instância”.

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“Ministro, o senhor nem teve autonomia de escolher o Diretor da PF ou de defender a execução da pena da condenação em segunda instância (mudou de ideia?), então me desculpe, menos. Faça isso e daí conversamos”, escreveu Moro.

Moro também foi ironizado pelo secretário especial de Cultura, Mario Frias, que o chamou de “Serginho fofoca”. 

Até o momento da publicação desta reportagem, Bolsonaro, que participou de uma partida de futebol beneficente na cidade de Santos, no litoral sul de São Paulo, nesta segunda-feira, não havia comentado as afirmações de seu ex-ministro.