Análise: Foco dos EUA em Moraes frustra base bolsonarista que quer extensão
Analista de Política Clarissa Oliveira avaliou, no Live CNN, que a decisão dos Estados Unidos de incluir Viviane Barci de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky mantém foco em Alexandre de Moraes e seu círculo próximo
O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (22), sanções contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A analista de Política Clarissa Oliveira avaliou, no Live CNN, que o foco dos EUA sobre Moraes e seu círculo mais próximo pode frustrar a base bolsonarista que espera sanções a outros membros do STF.
Havia uma antecipação, especialmente entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de que outros magistrados do STF fossem incluídos na lista de restrições.
Expectativas não atendidas
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia sugerido publicamente que novas decisões seriam contra o magistrado brasileiro tomadas em breve, alimentando especulações sobre uma possível expansão das sanções. No entanto, as medidas permaneceram concentradas em Moraes e seu núcleo familiar mais próximo.
Em agosto, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) havia sinalizado a possibilidade de que a esposa de Moraes fosse incluída nas sanções. Em suas redes sociais, o parlamentar frequentemente se referia a ela como "braço financeiro do casal", sugerindo que ela exerceria significativo controle sobre as finanças familiares.
A implementação das sanções ocorre em um momento sensível das relações Brasil-Estados Unidos, coincidindo com a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Nova York para a Assembleia Geral da ONU. Recentemente, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), enfrentou restrições em seu visto americano, optando por cancelar sua participação na comitiva.


