Boris Casoy: Candidatura de Tebet à Presidência pode ganhar nova dimensão

No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (28), comentarista Boris Casoy avaliou pesquisa presidencial divulgada na véspera e possível divisão no PSDB

Fabrizio Neitzkeda CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (28), o jornalista Boris Casoy falou sobre a pesquisa Ipespe divulgada na véspera com as intenções de voto para as eleições de outubro. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 44% e vence em todos os cenários no segundo turno. O presidente Jair Bolsonaro (PL) é o segundo, com 24%.

Ainda de acordo com a pesquisa, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (Podemos) e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) estão empatados com 8%. Atrás deles, está o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 2%, seguido pelos senadores Simone Tebet (MDB), Rodrigo Pacheco (PSD) e Alessandro Vieira (Cidadania), todos com 1%. Brancos e nulos somam 8%, enquanto os indecisos são 4%. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Simultaneamente, a pré-candidatura de Tebet fez surgir uma nova disputa interna no PSDB. Segundo o analista da CNN Gustavo Uribe, Doria vem atuando desde o ano passado para que a senadora seja sua candidata à vice. Por outro lado, um grupo de congressistas tucanos que apoiou a candidatura de Eduardo Leite durante as prévias, iniciou uma ofensiva ao MDB para que o partido mantenha a candidatura própria.

Para Boris Casoy, a divisão no PSDB é antiga e, neste caso, tem explicação no próprio MDB. O comentarista acredita que, originalmente, não era a intenção do partido lançar uma chapa à Presidência e que o nome de Tebet serviu de “tampão”. A senadora, porém, superou as expectativas e passou a chamar a atenção no meio político.

“Ela é uma pessoa brilhante. Brilhou muito na CPI da Pandemia… colocou as coisas de maneira muito inteligente e se revelou nacionalmente. De repente, a candidatura dela, que era de ‘brincadeira’, pode ganhar dimensão. O Doria, que de bobo não tem nada, quer ela de vice, quer uma mulher de vice”, afirmou.

Na visão do jornalista, a atual situação é “confusa e imprevisível”, com possibilidades de mudanças partidárias até o mês de abril. A estabilidade, segundo ele, será encontrada obrigatoriamente após este mês.

Em relação à pesquisa, Boris Casoy afirmou que os números mostram uma dianteira “muito grande” de Lula, mas ressaltou que, até outubro, o panorama ainda pode sofrer grandes modificações. O candidato petista, porém, desponta como o principal nome – principalmente como alvo dos adversários. “Tem toda uma história que o PT busca esconder, principalmente do governo Dilma.”

“O PT botou ela de escanteio. [O governo] Lula, tem toda a questão da corrupção da qual foi acusado… No frigir dos ovos, está tudo como estava. Na mais perfeita confusão”, concluiu.

Reajuste para professores

O presidente Jair Bolsonaro anunciou o novo valor do piso salarial profissional nacional para profissionais do magistério público da educação básica. Com o reajuste de 33,24%, o valor passa para R$ 3.845,63. A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) reagiu e ressaltou através de uma nota a apreensão com a alteração, afirmando ser preciso governar combinando sensibilidade social e responsabilidade fiscal.

Depoimento de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou um pedido de Bolsonaro para não prestar depoimento à Polícia Federal no inquérito que apura o vazamento de documentos sigilosos de uma suposta invasão a sistemas e bancos de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Moraes ainda determinou que a PF colha o depoimento nesta sexta-feira (28) e, após o interrogatório, conclua a investigação.

Federações partidárias

O Partido dos Trabalhadores (PT) deu entrada a um pedido no STF para a ampliação do prazo para que os partidos se organizem em federações, passando de 1º de março para 5 de agosto. A ação possibilita que as legendas atuem de maneira unificada por um período mínimo de quatro anos. O julgamento deve ocorrer no plenário do Supremo no dia 3 de fevereiro.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Boris Casoy e Fernando Molica. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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