Bruno Covas: Conheça a história e a carreira do prefeito reeleito de São Paulo

Neto do ex-governador Mário Covas e eleito vice de João Doria, tucano conquista mandato para dirigir cidade até dezembro de 2024

Prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo PSDB, Bruno Covas
Prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo PSDB, Bruno Covas Foto: Estadão Conteúdo

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

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Quem é Bruno Covas? Se essa pergunta fosse feita dez anos atrás, a resposta provavelmente seria “é o neto do Mário Covas”. Se o questionamento fosse de quatro anos atrás, seria “é o vice do João Doria”.

A partir de agora, ele talvez seja mais associado a um epíteto que o agrade mais: “É o prefeito de São Paulo”.

Bruno Covas é político de berço. Nascido em Santos, veio para São Paulo no Ensino Médio, para morar com o avô, o então governador Mário Covas, no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista.

Bruno estudou Direito e Economia, segundo ele, porque eram graduações que poderiam prepará-lo para ser gestor público. 

O vice é eleito com o titular, mas há outro peso ser prefeito, governador ou presidente quando o mandato foi outorgado a você e não a outro. 

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Covas herdou a Prefeitura após a renúncia de João Doria em 2018 e desde então foi lentamente fazendo mudanças e trazendo nomes próximos a ele para compor o governo.

A partir de 2021, Bruno Covas é o prefeito tendo sido eleito pela população de São Paulo para isso. 

Em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, sinalizou elementos diferentes que quer trazer: promete ter um secretariado mais diverso, com mulheres e negros em posições estratégicas.

Os desafios serão grandes. Covas precisará lidar com o aumento na taxa de contágio da Covid-19, os impactos econômicos da pandemia e uma desigualdade crescente. 

A perspectiva do fim do auxílio emergencial e da alta da inflação tornam a tarefa de gerir a cidade de 12 milhões de pessoas que vivem na capital paulista ainda mais difícil.

Carreira

Filiado ao PSDB, partido fundado pelo avô, desde 1998, aos 18 anos, Bruno Covas exerce cargos públicos há uma década e meia. 

Não foi bem sucedido na primeira tentativa, quando concorreu a vice-prefeito de Santos em 2004, mas de lá para cá não perdeu mais.

Em 2006, foi eleito para a Assembleia Legislativa de São Paulo, reeleito em 2010. 

No ano seguinte, licenciou-se do mandato de deputado estadual para ser secretário do Meio Ambiente de São Paulo, escolhido pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Desde a segunda eleição, Covas planejava se lançar ao Executivo. Ele se inscreveu para as prévias tucanas em 2012, mas desistiu depois da entrada do ex-governador José Serra, que perderia aquela eleição para Fernando Haddad (PT) no segundo turno.

Em 2014, Bruno Covas subiu mais um degrau, eleito deputado federal por São Paulo. 

E dois anos depois, voltou a se colocar como pré-candidato a prefeito da capital, mas retirou a postulação.

Dessa vez, a predileção de Alckmin por João Doria criou insatisfações dentro do PSDB. Tensões essas que levaram até a saída de nomes históricos do partido, como Andrea Matarazzo, que também queria concorrer e acabou migrando para o PSD.

Após as prévias confirmarem o desejo de Alckmin de que Doria fosse o candidato tucano a prefeito, a escolha de Bruno Covas como postulante a vice visava pacificar o partido. 

O sobrenome “Covas” dava à chapa do empresário a grife de que ali era mesmo uma candidatura do PSDB.

A posse como prefeito veio em abril de 2018. Muito ligada à Covas, a juventude do PSDB engrossou os clamores para que Doria fosse o candidato a governador. 

Não só pelo discurso de que “o PSDB não pode deixar o Neymar no banco da Copa do Mundo”, como disse então o deputado estadual e aliado Cauê Macris, mas também pelo fato de que uma parte considerável do partido queria ver Bruno Covas se tornar prefeito. 

O então vice foi fortemente aplaudido durante a convenção dos tucanos de São Paulo naquele ano, falando sobre como ele, na Prefeitura, poderia fortalecer as pautas do partido e os então candidatos Doria e Alckmin. 

Agora reeleito, em uma campanha na qual não fez tanta questão de evidenciar João Doria, Bruno Covas ganha outro status e a oportunidade de impor a sua marca no cargo. 

Ele também se junta ao panteão dos tucanos que possuem uma caneta na mão. Grupo que já foi mais amplo e hoje conta, principalmente, com ele, com Doria e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

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