Caso Gabriel Monteiro: Comissão de Ética da Câmara estuda abrir sessões ao público

Vereadores debaterão o tema em reunião marcada para esta terça-feira (26) à tarde

O vereador e ex-policial militar Gabriel Monteiro fala à imprensa na Câmara Municipal do Rio
O vereador e ex-policial militar Gabriel Monteiro fala à imprensa na Câmara Municipal do Rio Foto: JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

Pedro Duranda CNN

no Rio de Janeiro

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Os vereadores do Conselho de Ética da Câmara do Rio de Janeiro decidiram colocar em pauta a quebra do sigilo do processo de cassação do vereador Gabriel Monteiro. O parlamentar é investigado pela Polícia Civil por supostamente ter divulgado vídeo que mostra relações sexuais com uma menor de idade.

O assunto será debatido nesta terça-feira (26) às 14h30, no encontro marcado entre os oito membros do colegiado.

À CNN, vereadores que compõem a comissão revelaram que o processo será mais delicado do que a cassação de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, acusado de participar da morte do enteado Henry Borel. Isso porque que Jairinho estava preso e faltava às sessões, fazendo com que parte do processo corresse quase que automaticamente.

Já Monteiro terá pela frente dez dias úteis para articular e apresentar a defesa, mas poderá indicar testemunhas e depor no processo.

Para os vereadores ouvidos pela reportagem, “abrir as cortinas” do Conselho pode ajudar a sensibilizar as pessoas sobre os contornos das diversas acusações contra Monteiro e usar a opinião popular para “dividir a fatura” da retirada de um mandato concedido pelo povo.

Clima indefinido

Com o processo ainda numa etapa relativamente inicial, os vereadores ainda não têm clareza sobre o clima na Câmara para cassação ou não do mandato do parlamentar estreante.

O que eles são categóricos em afirmar, é que Monteiro não tem apoio interno e ainda não fez nenhum movimento claro para arregimentar defensores entre os 51 parlamentares. Isso pesa muito porque o processo de cassação passa pelo plenário.

A estimativa dos vereadores ouvidos pela reportagem é que o caso tenha um desfecho final entre os meses de junho e julho. Na última parte do rito de cassação é necessário que dois terços dos vereadores (34 votos) aprovem a eventual cassação ou a maioria absoluta reitere uma possível suspensão.

Reverter votos será um dos desafios do parlamentar que está na mira do Conselho de Ética.

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