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    Ciro propõe teto de R$ 6 mil para aposentadoria do funcionalismo público federal

    Pedetista também sugere substituir modelo previdenciário de repartição pelo de capitalização para funcionários privados

    Ciro Gomes, pré-candidato do PDT
    Ciro Gomes, pré-candidato do PDT ESTADÃO CONTEÚDO

    Daniel Reisda CNN

    O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) defendeu, nesta quinta-feira (21), um novo modelo previdenciário que definiria um teto de R$ 6 mil para a aposentadoria do funcionalismo público federal. A proposta foi comentada durante evento da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

    “[Vamos por um teto para] Militar, general, promotor, juiz, ministro, todo mundo. Teto R$ 6 mil para quem entrar. É assim que o mundo faz, teto da previdência pública. O jovem oficial que vai fazer academia militar, quando ele entrar, vai saber que ele vai ter o salário de R$ 25 mil, mas quando ele se aposentar, vai receber o teto”, disse o ex-ministro.

    Segundo ele, a proposta prevê que, para o funcionário público se aposentar com um salário acima do teto, contribua em um regime de capitalização – quando o contribuinte acumula em um fundo próprio – gerido pelo próprio governo. Ciro não entrou em detalhes.

    Atualmente, os servidores públicos federais contribuem com o (Regime Próprio de Previdência Social). Já os contribuintes da inciativa privada, contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nesse segundo, há um teto que de R$ 7.087,22.

    O ex-ministro também afirmou que, no caso dos funcionários privados, o atual modelo de repartição seria substituído por um modelo de capitalização.

    “Nós insistimos em um regime de repartição. Mentimos para a população dizendo que o problema é a despesa, quando o problema da previdência é a receita. Porque nós insistimos em um regime de repartição que tem duas premissas, ambas sumiram da nossa vida: primeiro, demografia jovem; segundo, alto nível de formalidade do mercado de trabalho”, disse o candidato.

    Segundo o pedetista, a nova previdência seria pública, com contribuição patronal e gerida com compliance.

    A Fiesp e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) entregaram ao candidato um documento com as diretrizes que consideram prioritárias ao governo federal para recuperar a economia brasileira. O documento foi antecipado pelo analista da CNN Caio Junqueira.

    O documento faz um diagnóstico crítico da economia do País e apresenta diversas propostas em 13 áreas. Temas, por exemplo, sobre como o Estado pode alavancar a economia, além da recuperação com aspectos sociais e ambientais.

    Dentre as propostas, estão também o compromisso com a democracia e com o estado de direito.