Com ajuda em campanha, Damares chama Pazuello de ‘meu general predileto’

Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos destacou ajuda das pastas de Saúde e Educação no programa contra o suicídio

Os ministros Damares Alves (amarelo), Eduardo Pazuello (máscara branca) e Milton Ribeiro (máscara azul)
Os ministros Damares Alves (amarelo), Eduardo Pazuello (máscara branca) e Milton Ribeiro (máscara azul) Foto: Erasmo Salomão/MS

Natália André, Carla Bridi e Bruno Silva, de Brasília

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A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, diz que bateu na porta dos ministérios da Saúde e da Educação, “muitas vezes”, para chamar a atenção ao programa contra o suicídio lançado nesta quinta-feira (10). De acordo com Damares Alves, “as crianças estão se cortando no Brasil” e, só agora, com Eduardo Pazuello e Milton Ribeiro, à frente das pastas da Saúde e da Educação, respectivamente, foi possível dar andamento.

Logo na abertura de seu discurso, a ministra olhou para o interino e comentou que ele era o seu “general predileto”. Depois, justificou a brincadeira afirmando que o militar deu a devida atenção para os números de depressão, principalmente, de jovens no país.

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Ela também elogiou o trabalho do ex-ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro, Osmar Terra, que estava na plateia ao lado da deputada federal Bia Kicis (PSL/DF). Com Terra, a ministra pensou o programa, ainda em 2019. Hoje, a ação não inclui mais a pasta, que está nas mãos de Onyx Lorenzoni.

A ministra se emocionou ao lembrar da história do “pé de goiaba”, em que ela subiu na árvore, aos 10 anos, para se matar. “Vocês acham que fui só eu que subiu no pé de goiaba para se matar? Quantos jovens vocês acham que estão agora em cima de um pé de goiaba para se matar?”, afirmou.

Já o ministro da Educação centralizou o pronunciamento sobre a falta de assistência que os jovens têm no Brasil. “Nós temos, hoje, no Brasil, zumbis existenciais. Isso parte de pedagogias equivocadas, parte de filosofias equivocadas. Tudo na vida tem a hora certa (…) Um dos problemas que geram isso é a desconstrução deliberada de tudo, sem colocar nada no lugar”, completou.

O ministro interino da Saúde falou sobre a pandemia do novo coronavírus superlotando os hospitais e deixando pessoas com outras doenças sem o devido atendimento médico. Durante o evento, ele assinou a portaria do lançamento do programa.

Pazuello não falou com a imprensa sobre a vacina de Oxford e a reunião realizada, na manhã desta quinta-feira, com membros da Organização Mundial da Saúde e representantes de países signatários da cooperação internacional para diagnóstico, tratamento e cura do coronavírus.

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